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Maduro chega a Moscovo para abordar com Putin “ingerência de países terceiros” na Venezuela

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O Presidente da Venezuela Nicolás Maduro, envolvido num combate político com opositor Juan Guaidó, chegou hoje a Moscovo para um encontro com o seu homólogo russo Vladimir Putin, onde será abordada a “ingerência de países terceiros” na Venezuela.

Numa mensagem Twitter, Maduro referiu que se desloca à Rússia para “reforçar” os laços históricos e muito positivos” entre os dois países.

“A fraternidade que construímos durante anos é um eixo fundamental da construção de um futuro próspero na Venezuela”, escreveu na mensagem.

Os dois presidentes reúnem-se na quarta-feira para “abordar assuntos regionais e ante de tudo sobre os negócios ibero-americanos e sobre a ingerência direta de países terceiros nos assuntos ibero-americanos”, segundo o Kremlin.

O encontro será seguido “de conversações russo-venezuelanas durante o pequeno-almoço de trabalho”, precisou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. “Vão ser discutidos todos os aspetos da cooperação bilateral”.

Nicolás Maduro disse na segunda-feira que se deslocava à Rússia para “reunir com o nosso amigo, o camarada Presidente Vladimir Putin”, sem precisar a duração desta visita oficial.

O Presidente venezuelano, confrontado com a pior crise económica da história recente da Venezuela, anunciou ainda encontros com os dirigentes de “importantes empresas russas”.

A última visita à Rússia de Nicolás Maduro remonta a dezembro, onde foi recebido em Moscovo por Putin.

No poder desde 2013, o Presidente venezuelano foi reeleito para um segundo mandato em 2018, na sequência de um escrutínio boicotado pela oposição que rejeitou os resultados, à semelhança de dezenas de países.

No final de janeiro, o dirigente da oposição venezuelana, Juan Guaidó, autoproclamou-se presidente interino mas não conseguiu afastar o seu rival interno, incluindo através de um apelo a um “levantamento nacional” também dirigido aos militares.

Guaidó é reconhecido como presidente interino por cerca de 50 países, mas a Rússia e a China incluem-se entre os Estados que continuam a legitimar e apoiar Maduro.

Entre os países favoráveis a Maduro destacam-se os Estados Unidos, que adoptaram numerosas sanções económicas destinadas a pressionar o Governo de Caracas, incluindo um embargo ao petróleo, o principal recurso da Venezuela.