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Polícia moçambicana apreende 32 quilos de heroína no norte do país

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A polícia moçambicana anunciou a apreensão, no norte do país, de 32 quilos de heroína, tendo detido dois indivíduos que seguiam na viatura que transportava a droga.

A apreensão, pouco habitual, foi feita no dia 18 de fevereiro, mas só esta segunda-feira foi divulgada no âmbito do balanço semanal da actividade da corporação, feito pelo porta-voz da polícia em Nampula, Zacarias Nacute.

A operação decorreu num posto de controlo policial junto ao rio Ligonha, no distrito de Murrupula, província de Nampula, onde a corporação interceptou a viatura em colaboração com o serviço de investigação criminal e as alfândegas.

Para despistar as autoridades, a carga estava escondida entre mobílias de madeira.

Segundo Zacarias Nacute, naquele posto de controlo em Murrupula, a viatura foi submetida a revista tendo sido encontrados 32 pacotes de heroína.

De seguida, o motorista e o seu ajudante foram encaminhamos para as celas policiais, por suspeita de tráfico de droga.

Os detidos dizem que não sabiam que na viatura transportavam droga, fazendo apenas referência ao mobiliário - transportado a mando de um cliente de nome “King”.

Aos jornalistas, os suspeitos disseram que a mercadoria saiu da cidade de Nampula, enquanto que investigações policiais indicam que a mercadoria foi trazida da cidade portuária de Nacala.

Entretanto, a polícia trabalha para encontrar o proprietário da viatura.

O caso segue os seus trâmites legais e já está na Procuradoria-Geral da República: “estamos a trabalhar para localizar o proprietário para que também seja responsabilizado pela venda daquele produto proibido no território Moçambicano”, referiu Zacarias Nacute, que avançou que a droga será incinerada.

Em julho, um relatório financiado pela União Europeia (UE) concluiu que o tráfico de heroína do Afeganistão para a Europa, através da África austral e oriental, dá sinais de aumentar e Moçambique é um dos principais corredores desse transporte.

O trabalho foi feito pelo projecto Enact - Melhorar a Resposta de África ao Crime Organizado Transnacional, implementado pelo Instituto de Estudos de Segurança e pela Interpol e que conta com a participação da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional.