PCP afirma que Governo dos Açores ignorou os seus alertas sobre a Cofaco

14 Jan 2018 / 00:10 H.

O deputado comunista João Paulo Corvelo acusou hoje o Governo dos Açores de ignorar a questão dos trabalhadores da fábrica da Cofaco, no Pico, afirmando que tem vindo a alertar para o problema há um ano.

“O PCP, desde há um ano, altura em que fui eleito, que tem levantado este problema e não teve uma única resposta do secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia”, declarou à agência Lusa o parlamentar, que acrescenta ter sido o assunto levantado em “muitos debates parlamentares”.

O deputado, que reuniu hoje com a representação dos trabalhadores da Cofaco, na Madalena do Pico, afirmou que foi confrontado com várias questões relacionadas com o apoio às crianças para frequentarem a creche, que era disponibilizado às trabalhadoras da unidade fabril e que deixam de beneficiar deste no final do mês.

A administração da conserveira Cofaco, que labora atum, informou esta terça-feira que iria proceder ao “despedimento coletivo” dos 180 trabalhadores da empresa.

A fábrica Cofaco, no concelho da Madalena, na ilha do Pico, vai manter os trabalhadores até abril, altura em que deverão arrancar as obras para a construção da nova unidade industrial.

João Paulo Corvelo adiantou que os trabalhadores desconhecem se “realmente existe um projeto de construção de uma nova fábrica, quando será implementado e se as trabalhadores têm ou não o seu posto de trabalho garantido no futuro”.

“Outra questão que foi levantada prende-se com idade das trabalhadoras, que neste momento têm mais de 50 anos e não estão aptas a trabalhar em empresa nenhuma. Quando acabar o subsídio de desemprego ficarão na miséria”, declarou aquele elemento do PCP, eleito pela ilha das Flores.

O parlamentar quer que o Governo Regional “assuma que estas trabalhadoras têm o seu posto de trabalho garantido, que existe uma fábrica que vai continuar a laborar e que os operários vão ser todos reintegrados para continuarem a trabalhar, assegurando-se as garantias que têm atualmente”.

O presidente do Governo Regional dos Açores disse sexta-feira que o executivo açoriano “não se pode substituir” à conserveira Cofaco.

“O Governo Regional não recusa a essa empresa nenhuma das ferramentas que tem neste momento disponíveis, mas o Governo não se pode substituir à função de entidade patronal desses trabalhadores e, portanto, tudo aquilo que nós disponibilizamos para essas situações está ao dispor, mas há questões que têm a ver com a própria entidade patronal e com a própria empresa”, afirmou Vasco Cordeiro.

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