UE insta Governo da Nicarágua a cessar imediatamente violência no país

17 Jul 2018 / 16:16 H.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, instou hoje o Governo da Nicarágua a pôr “fim imediato” à violência, repressão e detenções arbitrárias no país, e a respeitar os direitos fundamentais dos cidadãos.

A alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança anunciou, em comunicado, que escreveu ao ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Denis Moncada, para clamar pelo “fim imediato violência, repressão e detenções arbitrárias no país”, instando o Governo da Nicarágua a respeitar as liberdades fundamentais.

A política italiana expressou também as suas condolências por todas as vítimas da violência e pediu que os responsáveis por aqueles atos sejam apresentados à Justiça.

A tomada de posição da chefe da diplomacia europeia segue-se à condenação da violência na Nicarágua por parte de 13 países latino-americanos durante a reunião de hoje dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE e dos países membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em Bruxelas.

Federica Mogherini manifestou a disponibilidade da UE para “acompanhar e apoiar” um processo de reconciliação nacional, estabelecendo, no entanto, como condições o cumprimento de todas as recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, e das comissões estabelecidas no âmbito do diálogo nacional.

“Só um diálogo alargado sobre justiça e democracia permitirá uma solução pacífica para a crise na Nicarágua, que responda às legítimas preocupações da população”, defendeu.

A também vice-presidente do executivo comunitário anunciou ainda que a UE vai canalizar 300.000 euros para responder às necessidades humanitárias imediatas do país, nomeadamente o acesso a cuidados sanitários e o transporte de feridos.

Nesta quarta-feira cumprem-se três meses desde que começaram as manifestações na Nicarágua, inicialmente contra a reforma das pensões e, posteriormente, contra o Governo de Daniel Ortega.

A violência no país já causou mais de 350 mortos e 1.830 feridos.

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