EUA diz que México já produz “fentanil”, 30 a 50 vezes mais potente do que heroína

15 Dez 2017 / 09:21 H.

O procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, disse que os narcotraficantes mexicanos já estão a produzir nos seus laboratórios “fentanil”, um analgésico 30 a 50 vezes mais forte do que a heroína.

“O ‘fentanil’ começou originalmente na China. Estava a ser enviado diretamente por correio para os Estados Unidos. Uma quantidade considerável é enviada para o México e depois atravessa a fronteira de alguma forma”, disse Sessions, em conferência de imprensa.

Sessions garantiu que no México já foram detetados “precursores químicos e os laboratórios começaram a produzir”.

O procurador-geral falava no âmbito da segunda ronda de negociações no diálogo estabelecido entre o México e os Estados Unidos para melhorar a luta contra o narcotráfico, na qual participaram na quinta-feira em Washington vários ministros dos dois países.

Sessions disse que “uma das prioridades” na luta contra o narcotráfico tem que ser “cortar de raiz” o desenvolvimento da produção no México de “fentanil”, droga que está já a prejudicar os Estados Unidos.

“Devemos permanecer intensamente focados nesses laboratórios, e assegurarmo-nos de que não se convertem num grande problema no futuro”, acrescentou.

Há um mês, o Departamento de Justiça anunciou o agravamento de penas contra os traficantes de diferentes versões de “fentanil”, uma substância considerada até agora com “fins médicos” e que passou à mesma categoria que a heroína, cujo tráfico é punido com até 30 anos de prisão.

Também durante o diálogo com o México, o subsecretário de Estado dos EUA, John Sullivan, “reconheceu” que drogas como o “fentanil” vão continuar a chegar ao país enquanto houver uma procura elevada.

“Devemos reduzir a componente da procura”, disse Sullivan, acrescentando que “esta administração recusa-se a ignorar o problema”.

O primeiro encontro entre os governos dos Estados Unidos e do México para falar sobre tráfico de drogas realizou-se em 18 de maio em Washington.

Então, os dois países anunciaram uma nova era de colaboração na luta contra o narcotráfico, focada na união para atacar todas as frentes dos cartéis, desde o financiamento às redes de distribuição.

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