Trabalhadores da Empresa de Electricidade querem voltar a ter salários equiparados aos da EDP

O tema foi discutido na reunião entre o BE e o STEEM

20 Jul 2018 / 15:10 H.

O Bloco de Esquerda/Madeira reuniu com os representantes do STEEM - Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Eletricidade da Madeira e da comissão de trabalhadores da EEM, para se inteirar dos problemas que preocupam os trabalhadores daquela empresa que “estiveram equiparados aos da EDP até 2012, mas, por força da bancarrota da Madeira e do plano de ajustamento (PAEF) imposto pelo governo de Passos e Portas, com a ajuda de Miguel Albuquerque, e aceite por Jardim, viram os seus salários congelados até 2017”, refere Paulino Ascenção.

Terminados os efeitos do PAEF “estes trabalhadores pretendem voltar a estar equiparados aos salários dos trabalhadores da EDP”, diz o Coordenador Regional do Bloco de Esquerda, salientando que não pedem os retroativos dos cinco anos em que estiveram “congelados” e suspensas algumas regras do Acordo de Empresa, pedindo apenas para serem recolocados no mesmo patamar em 2018 que os seus congéneres do continente.

Um pedido que a empresa “recusou”, alegando não ter “capacidade financeira”, tendo proposto a recuperação dos salários em cinco anos. Um argumento que o BE considera “frágil e falacioso” uma vez que a EEM “registou uma poupança inesperada durante cinco anos (2012 a 2017), por força do PAEF, em que não aplicou os aumentos salariais previstos no acordo de empresa”.

Paulino Ascenção salienta que os custos suportados pela EEM “são comparticipados pela Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE) para garantir o nivelamento tarifário entre a Madeira e o território continental, para compensar os custos acrescidos da produção de energia nas regiões autónomas”. Portanto o acréscimo de custos com pessoal que a EEM suportará com a equiparação dos salários aos dos trabalhadores da EDP, “será repercutido na ERSE e comparticipado por esta entidade”.

Acusa o Governo Regional, que tutela a EEM, de proporcionar aos trabalhadores do sector da electricidade na Madeira mais pobreza do que os seus congéneres do continente”, não tendo consciência que o custo de vida na Madeira é mais alto e que, a haver diferença salarial, deveria ser ao contrário, com a Madeira a ter salários mais altos.

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