PCP protesta contra o encerramento do Parque de Campismo no Porto Santo

06 Dez 2017 / 17:02 H.

O PCP está contra o encerramento do Parque de Campismo no Porto Santo. Isto depois de “um investimento público aplicado que permitiu a sua reabertura apenas durante os passados meses de Agosto e de Setembro, aquela infra-estrutura voltou a fechar”.

Numa nota de imprensa enviada à redacção, o PCP diz que “o Parque de Campismo na ilha do Porto Santo é uma infra-estrutura pública fundamental para todos quantos querem praticar um ecoturismo na Região Autónoma da Madeira”.

“Lamentavelmente, o Parque de Campismo do Porto Santo está de novo encerrado. Muito provavelmente, por razões que poderão estar relacionadas com o facto de as entidades responsáveis pelo equipamento público manifestarem um comportamento negligente em relação às infra-estruturas e serviços necessários”, acrescenta, frisando que este “situa-se na zona da Fontinha, a reduzida distância de umas das mais belas praias de areia da Europa, e apresenta uma capacidade para 800 pessoas e oferecia instalações sanitárias, duches, sala de TV, Internet, bar e electricidade”.

Afirma ainda que este “foi ao longo dos tempos uma infra-estrutura que permitiu a milhares de madeirenses, mas também a muitos amantes do campismo, portugueses e estrangeiros, conhecer e passar férias na Ilha Dourada”, assim como a dinamização de actividades na ilha por parte de muitas associações desportivas, culturais e recreativas.

“Aquele Parque de Campismo teve também um papel fundamental no desenvolvimento da economia local, ao contrário do que acontece com grandes unidades hoteleiras, quando optam pelo “all inclusive”, refere, frisando que este “está outra vez votado ao abandono e em estado de crescente degradação dos seus equipamentos, situação que terá levado ao seu encerramento”.

O PCP diz que “muitos são os turistas, que querendo optar pelo campismo, estão impedidos de ir ao Porto Santo”. Além disso, “muitas são as pessoas e as entidades ligadas ao movimento associativo, ao campismo e ao ecoturismo, que manifestam desagrado face ao seu encerramento”.

“Sendo da maior importância apelar à urgente tomada de medidas no sentido de se garantir a reabertura do Parque de Campismo na ilha do Porto Santo, ou, eventualmente, da concretização de uma alternativa da mesma natureza, justifica-se que seja colocado o protesto político contra o facto de estar votado ao abandono e pelo facto de estar encerrado o Parque de Campismo”, refere e acrescenta que o PCP “manifesta o público protesto face a todo o processo negligente da parte das entidades públicas que encerraram o Parque de Campismo na ilha do Porto Santo”.

Esta situação que entende ser “reprovável e que é da responsabilidade directa do presidente do Governo Regional, que é quem tutela no Executivo regional os assuntos relativos ao Porto Santo, justifica a apresentação deste protesto na Assembleia Legislativa da Madeira”.