JPP acusa Governo Regional de não cumprir os apoios prometidos aos bananicultores

22 Jul 2018 / 11:43 H.

O JPP esteve hoje na XVIII Mostra da Banana, na Madalena do Mar, onde ouviu várias queixas dos bananicultores que continuam a aguardar o cumprimento da promessa do Governo Regional no que concerne à distribuição dos lucros da GESBA.

Rafael Nunes diz não compreender como é que, em 2017, com um “total de vendas de 17,5 Milhões de euros (mais 305 mil euros do que no ano anterior), não exista um significativo aumento do preço por kg de banana este ano”, ao contrário do prometido em ano de eleições autárquicas.

O deputado do JPP frisou, também, a “inoperância” do Governo Regional no apoio aos agricultores vítimas das catástrofes naturais de Fevereiro último, questionando “como é que os agricultores continuam a a aguardar a confirmação dos prejuízos declarados e o pagamento prometido pelo Governo”.

Rafael Nunes salienta que, “uma vez que o Governo não salvaguardou em orçamento este género de situações, os agricultores foram obrigados a aguardar pela aprovação do rectificativo, orçamento que já foi aprovado, mas ainda não foi garantido o desbloqueio destas verbas”, razão pela qual “muitos agricultores desistem do apoio durante este tempo de espera e suportam, eles mesmo, as despesas, não arriscando ficar tanto tempo sem os seus cultivos e, consequentemente, sem o sustento das suas famílias”.

O deputado referiu ainda, “com estranheza”, o facto da mais expressiva associação de produtores de banana da RAM (ABAMA) não ter sido autorizada, pela casa do Povo da Madalena do Mar, a ter um espaço na Mostra da Banana, tendo a direcção da Associação prometido contornar a situação pelos seus próprios meios com o apoio da Câmara Municipal da Ponta do Sol, dos vários bananicultores que compõem a associação e simpatizantes da sua causa.

“É lamentável que um evento relacionado com uma das produções mais significativas da Madeira, como é a banana, não convide para o evento a mais expressiva associação da mesma a estar representada, obrigando a associação ter de ter a iniciativa e lutar “contra a maré” para se fazer ouvir, dando sinais de que ainda há muito caminho a percorrer na democratização destes eventos”, frisa Rafael Nunes.