Governo Regional desbloqueia mais 142 mil euros para Paralisia Cerebral

27 Dez 2017 / 17:26 H.

O Governo Regional (GR) decidiu apoiar, com mais 142 mil euros, a Associação de Paralisia Cerebral da Madeira (APCM), uma verba que se junta aos 820 mil euros já entregues este ano, para esta instituição sem fins lucrativos que cuida de pessoas com paralisia cerebral ou outras doenças neurológicas.

Durante a assinatura do protocolo entre o GR e a APCM, esta quarta-feira, Miguel Albuquerque sublinhou a necessidade deste apoio financeiro para que a instituição continue a prestar todos os cuidados necessários a estes pacientes: “A Associação de Paralisia Cerebral tem este lar residencial e o centro de actividades ocupacionais, aqui, no Pico do Funcho, uma infraestrutura exemplar, de excelência, e que funciona muito bem. Evidentemente que tem custos bastante elevados, mas este dinheiro é muito bem aplicado no tratamento de pessoas que precisam do apoio permanente. E no sentido de continuarmos a nossa política de apoio social, de termos uma área de apoio humanizado aos estratos da nossa população mais vulnerável, decidimos, já para o fecho deste ano, fazer um reforço da verba de apoio aqui à instituição de 142 mil euros. Apoiamos em 2017 com 820 mil euros, mas devido às necessidades de funcionamento desta instituição decidimos fazer o reforço de mais 142 mil euros”, disse o Presidente do Governo Regional.

Assim, em 2017, o Governo destinou um total de 962 mil euros para a APCM. E não vai, claro, parar por aqui: “No próximo ano, já estamos a considerar contemplar no orçamento um reforço mais ou menos equivalente ao que fizemos este ano. Esta é uma instituição que funciona através do apoio dos privados, das empresas, das famílias, mas é fundamental que o Governo, através da Segurança Social, tenha também um papel decisivo. Cada pessoa que está aqui internada precisa de quase um cuidador exclusivo, permanente. Há diversas valências, desde a reabilitação física, ao apoio médico, e cada doente exige um apoio substancial em termos de custos”. Apoio e custos esses que, considera Albuquerque, devem ser “assumidos por uma sociedade civilizada e vocacionada para a humanização das relações entre todos nós”.

O Presidente do Governo Regional ressalvou ainda que uma “das grandes etapas deste segundo ciclo da governação é o reforço dos apoios sociais às instituições”.

Já o presidente da APCM disse estar “muito satisfeito” com a entrada de mais esta verba, afirmando que era indispensável: “Era realmente imprescindível recebermos este reforço do protocolo que tínhamos com a Segurança Social”. José Carlos Silva destacou ainda a acção do GR: “Esta aposta na economia social do Governo tem sido muito positiva. São aqueles que precisam mais e esses é que têm que ter em primeira instância um apoio directo do Estado”. A insituição existe há 27 anos, lembrou ainda o presidente da associação, sublinhando que espera que assim “continue por muitos e bons anos: a prestar um serviço de excelência para todos os nossos utentes. A instituição toca diariamente em cerca de 90 pessoas e a sua qualidade de vida mudou muito desde o dia em que a APCM foi fundada. Além disso, prestamos serviço a mais de 200 pessoas com várias terapias - da fala, fisoterapia, hidroterapia - de grande qualidade e que nos orgulham muito”.

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