Calado quer colocar a Madeira na “montra” do investimento externo

05 Abr 2018 / 15:55 H.

A Madeira Parques Empresariais e a AICEP Global Parques assinaram, esta tarde, no Salão Nobre do Governo Regional, um protocolo que permitirá colocar os parques empresariais madeirense na plataforma Global Find e, mais facilmente, atrair investimento exterior. A plataforma, que completa dez anos mas só agora chega às regiões autónomas, permite a qualquer investidor procurar espaços para instalação de empresas, ao nível de concelhos e introduzindo as características do negócio, enquadramento sócio-económico e outras questões específicas.

Na assinatura do protocolo estiveram o vice-presidente do governo regional, Pedro Calado e o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias que tutela a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Pedro Calado destacou a importância de ter a Região na “montra” da internacionalização, para garantir investimento exterior. O vice-presidente do governo inclui este protocolo na concretização da opção programática do executivo de “inovação e dinamização da economia regional”, aproveitando a experiência da AICEP Global para alcançar os mercados “nacional e internacional”.

“A abertura desta plataforma aos parques empresariais madeirenses garantirá novas condições de captação de projectos de investimento”, sublinha.

Pedro Calado lembrou o bom momento da economia regional, com crescimento “consecutivo há quatro anos e meio” e referiu alguns número relativos à Madeira Parques.

A procura aumentou, passando dos 137 espaços ocupados, em 2015, para 152 em 2016 e 249, em 2017, o que constitui um aumento de 64%. Já foi lançado um concurso para a construção de mais 21 pavilhões, 15 em Câmara de Lobos e 4 na Camacha, num investimento de 3,3 milhões. Ao todo, são já 162 as empresas instaladas que empregam mais de 1.500 trabalhadores.

A ocupação dos parques empresariais da Região é feita, sobretudo, nos pavilhões construídos pela Madeira Parques, sendo poucos os casos de empresas que adquirem lotes para construção.

Eurico Brilhante Dias considera importante que o Gobal Find tenha “chegado” às regiões autónomas e aproveitou para referi o peso crescente das exportações no PIB nacional - 43% em 2017, contra pouco mais de 20% em 2005 - e do investimento directo estrangeiro. Um “caminho” que diz ser obrigatório para Portugal, face aos valores “muito significativos” da dívida pública que limitam o financiamento. “Precisamos de investimento estrangeiro”, afirma.

O objectivo é a internacionalização da economia, “um dos poucos consensos nacionais”, e a meta deve ser garantir que, na próxima década, mais de 50% do PIB seja das exportações.

Sobre o Global Find, sugere que não se limite à vertente industrial e possa facultar informação para investidores noutras áreas, como os serviços e as tecnologias.