‘A importância do turismo sustentável para o desenvolvimento’ foi tema de conferência

07 Dez 2017 / 11:14 H.

“A importância do turismo sustentável para o desenvolvimento” foi tema de uma conferência realizada ontem, na Escola da APEL, dirigida a todos os alunos do Curso Profissional Técnico de turismo. Foi proferida pelo professor João lemos, na qualidade de Presidente da Direcção da AICA.

A primeira ideia deixada ao alunos refere que “o valor estratégico do turismo enquanto ´motor` para o desenvolvimento dos territórios tem sido observado pelos vários agentes locais de todo o mundo e, como consequência, verifica-se que é necessário mais informação e formação para enfrentar, com garantias de sucesso, as oportunidades que o turismo pode oferecer aos territórios onde este actua”, salientando que o turismo pode contribuir para reforçar os valores próprios de um lugar, reafirmar a cultura local, abrir a sociedade às influências do exterior e preparar o território para receber as atividades que promovam o desenvolvimento.

Segundo Burnay (2006), as condições para um turismo sustentável assentam na forte vontade política; na existência de um quadro legislativo adequado ao sector e actividades; na existência de recursos e incentivos financeiros que apoiem os investimentos necessários quer do sector público quer do privado; na formação e capitação dos investidores; na certificação e monitorização dos destinos e produtos e num trabalho empenhado com os sujeitos locais.

Foram apresentados os dez destinos de turismo sustentável do mundo, seis da Europa e os cinco portugueses, bem como as actividades a promover na Madeira relacionadas com o turismo sustentável para que a Região seja um Destino de Turismo Sustentável, à semelhança dos Açores que é considerado o primeiro destino turístico sustentável de Portugal.

Por fim, João Lemos apresentou um conjunto de sugestões a implementar na Madeira e no Porto Santo para que as duas ilhas no futuro, sejam consideradas destinos turísticos sustentáveis. Para o Porto Santo sugeriu “a inventariação de todos os elementos do património natural e construído e criar mais itinerários turísticos; diminuir a pressão de automóveis na ilha, principalmente no verão; incentivar o uso de veículos amigos do ambiente (carros eléctricos); uso de energias renováveis, começando nos edifícios públicos e ter mais cuidados ambientais a nível do ar, da água e da praia, fazendo a sua monitorização”. Propôs que o Governo Regional promova políticas públicas que fomentem o desenvolvimento do turismo sustentável em todos os sectores de actividade e que implemente medidas que salvaguarde os recursos naturais, a gestão da pressão humana sobre os mesmos, visando o futuro do fenómeno turístico na RAM.