Mais de 2.200 suspeitos atendidos em hospitais privados numa semana

04 Abr 2020 / 23:32 H.

Os hospitais privados portugueses assistiram 2.270 cidadãos suspeitos de estarem infetados pelo novo coronavírus numa semana, divulgou hoje a associação do setor, que propõe um programa de colaboração do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com estas unidades.

Na primeira semana da fase de mitigação da pandemia em Portugal, os hospitais privados atenderam 2.270 cidadãos com suspeita de infeção por covid-19 e, desses, 112 vieram a dar positivo, dos quais nove se encontram nos cuidados intensivos, informou hoje a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) em nota de imprensa.

“De modo a evitar que a covid-19 afete também outros níveis da saúde dos portugueses, seria importante delinear um programa extraordinário das prestações do SNS, para o qual os hospitais privados têm toda disponibilidade para participar”, propôs o presidente da APHP, Óscar Gaspar, citado na nota de imprensa.

Para o responsável, “este é o momento de, para benefício dos portugueses, articular os meios disponíveis no SNS”.

A proposta da APHP surge depois de notícias que dão conta da redução da afluência de utentes às urgências e aos exames de diagnóstico, dando o exemplo das colonoscopias.

Perante a “focalização do SNS na luta contra a covid-19, os hospitais privados reafirmaram a sua inteira disponibilidade para colaborar na satisfação das necessidades de saúde dos portugueses”, sublinha a APHP.

Os hospitais privados não se mostraram “indiferentes aos relatos de doentes e familiares apreensivos com adiamentos”, que, frisou a associação, “podem induzir outro tipo de problemas, quer na saúde dos portugueses quer na gestão hospitalar futura”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 59 mil. Dos casos de infeção, mais de 211 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 266 mortes, mais 20 do que na véspera (+8,1%), e 10.524 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 638 em relação a sexta-feira (+6,5%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.