Pedro Sánchez pede unidade na resposta económica e social europeia

29 Mar 2020 / 03:15 H.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, apelou ontem para uma resposta económica e social conjunta dos Estados-membros da União Europeia face à pandemia da covid-19 e avisou que o novo coronavírus “está a pôr o projeto europeu à prova”.

Dois dias após a última reunião do Conselho Europeu, no qual não se conseguiu chegar a um acordo sobre a forma de lidar com a propagação do SARS-CoV-2 no espaço comunitário, Pedro Sánchez dramatizou a mensagem de Espanha - o segundo país mais afetado pela pandemia em número de mortes -- e lembrou que Espanha sempre esteve ao lado da construção europeia.

“A Europa está em jogo. Desta vez a Europa não pode falhar, não deve falhar. Nós, espanhóis, protegemos a Europa sempre que votámos e demonstrámo-lo. Agora é a vez de a União Europeia (UE) proteger todos os cidadãos europeus, os mais fracos”, afirmou, sem deixar de assinalar: “Precisamos de determinação e solidariedade”.

Numa conferência de imprensa realizada no Palácio de Moncloa, o chefe do Governo espanhol defendeu “uma espécie de economia de guerra e a promoção da resiliência”, num plano equiparável ao Plano Marshall lançado pelos Estados Unidos da América para os aliados europeus no pós II Guerra Mundial.

“É a hora da União Europeia. Não pode dececionar. Se a Europa quiser, a Europa pode”, resumiu Pedro Sánchez.

Com as economias europeias já a sofrerem os choques do confinamento generalizado decretado nos Estados-membros da UE, nove chefes de Estado e de Governo, incluindo o espanhol e o português, escreveram na quarta-feira ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a defender a implementação de um instrumento comum de emissão de dívida para enfrentar a crise provocada pela covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 600 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 28.000.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 5.690, entre 72.248 casos de infeção confirmados até hoje.