Parlamento Europeu realiza debate de urgência sobre países afectados pelo Idai

11 Abr 2019 / 15:17 H.

O Parlamento Europeu vai realizar, na próxima terça-feira, no âmbito da sessão plenária em Estrasburgo, França, um debate de urgência sobre a situação em Moçambique, Maláui e Zimbabué, devastados há um mês devido à passagem do ciclone Idai.

A decisão de realizar este debate de urgência, que ocorre pelas 15 horas (hora local, 14 horas em Lisboa) de terça-feira, foi tomada hoje na Conferência de Presidentes do Parlamento Europeu.

Na semana passada, os eurodeputados João Ferreira e João Pimenta Lopes, do PCP, defenderem a existência de um debate sobre a situação em Moçambique, Maláui e Zimbabué após o ciclone Idai.

“A catástrofe que se abateu sobre estes países justifica o agendamento deste debate e também a necessidade de reforçar o apoio às populações afectadas”, salientavam os eurodeputados comunistas.

Entretanto, esta semana, o pedido foi formalizado pelos eurodeputados sociais-democratas Paulo Rangel e Cláudia Monteiro de Aguiar, através do Partido Popular Europeu, e teve aval na Conferência de Presidentes.

“A solidariedade da União Europeia [UE] é crucial para dar assistência ao povo moçambicano depois do ciclone Idai”, sublinha Paulo Rangel em comunicado.

Porém, para o eleito do PSD, “a resposta da UE tem sido alvo de algumas críticas, que urge escrutinar”.

A sessão plenária do Parlamento Europeu, que decorre entre segunda e quinta-feira em Estrasburgo, será a última da legislatura, dadas as eleições europeias de final de Maio.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué em 14 de Março.

Segundo o último balanço das autoridades moçambicanas, o ciclone fez 602 mortos e 1.641 feridos, tendo afetado mais de 1,5 milhões de pessoas no centro de Moçambique.

As autoridades do Zimbabué actualizaram na quarta-feira o balanço para 344 mortos. Estão ainda pelo menos 257 pessoas dadas como desaparecidas no leste do país.

No Maláui terão morrido 60 pessoas, segundo o último balanço.