Paulo Neves pede “solução rápida” para as ligações aéreas ao Porto Santo

Lisboa /
22 Mai 2020 / 12:39 H.

Paulo Neves, deputado madeirense do PSD na Assembleia da República, considera “inaceitável” que a retoma da operação aérea entre a Madeira e o Porto Santo esteja em causa, deixando os porto-santenses numa grande “indefinição” e pede esclarecimentos ao Governo da República, responsável pela concessão desta linha.

O deputado reforça a “necessidade urgente” de encontrar uma resposta para esta ligação e adianta que os deputados do PSD/Madeira eleitos à Assembleia da República ponderam chamar o Ministro das Infraestruturas ao Parlamento nacional para que este garanta avião entre as ilhas “logo que existam condições para a reposição dos voos”.

“É preciso perceber que o que está em cima da mesa, é uma ligação inter-ilhas que, do ponto de vista do transporte aéreo, não tem outra alternativa e julgamos que, independentemente do operador, esta linha não pode deixar de ser operada e é isso que se espera que o Governo da República possa garantir”, reforça o Social-democrata, sublinhando que “o que não pode acontecer é que os Aeroportos reabram e não exista operação”.

Paulo Neves entende que “não basta estabelecer contacto nem falar nos corredores”, sendo necessário que “o Ministro com a tutela dos Transportes explique aos deputados e, acima de tudo, aos madeirenses e porto-santenses, qual é a sua estratégia de mobilidade para o País e que medidas irá tomar para que o Porto Santo não seja ainda mais penalizado na sua condição de insularidade e ultraperiferia”, recordando ainda que a continuidade territorial ficará em causa sem esta ligação aérea.

“Basta que haja capacidade e vontade política”, enfatiza o deputado madeirense, frisando que, numa altura em que a recuperação económica se impõe e em que a aposta no turismo interno parece ser a mais viável resposta para ultrapassar a crise, “não faz qualquer sentido que se criem estes constrangimentos e que se limite a procura pelo Porto Santo, por parte dos Madeirenses, restringindo a mobilidade à ligação marítima”.