Partido da Terra lança-se contra política da SocioHabita

Roberto Vieira critica critérios na atribuição das casas, salários dos dirigentes e falta de transparência

23 Jan 2019 / 09:16 H.

O Partido da Terra acusa a Empresa Municipal SocioHabita de ter “critérios muito duvidosos” na atribuição das casas às famílias e sugere ainda que a selecção dos inquilinos a realojar não é transparente. Roberto Vieira insurge-se contra o aumento das rendas praticadas pela empresa municipal, contra os salários altos dos dirigentes da SocioHabita e contra o presidente da Câmara do Funchal, que acusa de ter mentido, ao não realojar as pessoas no Bairro dos Viveiros.

“O Partido da Terra tem conhecimento de que o realojamento tem critérios muito duvidosos, que merecem a actuação das autoridades competentes”, começa por dizer Roberto Vieira. “Há pessoas a receberem um T2 e que vivem sozinhos, enquanto há casais com filhos a quem lhes querem atribuir um T1”, exemplifica, revelando ainda que há queixas no provedor de justiça. A selecção dos inquilinos a realojar parece sofrer de compadrios, as rendas aumentaram para valores nunca vistos, e defendemos que em vez de aumentarem estas mesmas rendas, deviam era cortar nos salários exorbitantes auferidos pelos dirigentes da Empresa Municipal”.

Segundo o líder do MPT, Paulo Cafôfo “mentiu aos moradores, dizendo que seriam realojados no Bairro dos Viveiros e agora manda-os para outros bairros, faltando à sua palavra, como já tem sido habitual”.

O partido aconselha os moradores dos complexos habitacionais da SocioHabita a não assinarem documentos sem “as devidas precauções”.