MSC Cruzeiros reforça importância da ampliação do molhe da Pontinha

Eduardo Cabrita, director geral da companhia em Portugal, sustenta que “crescimento do Porto permitirá ter mais navios, também da MSC”

11 Jan 2019 / 14:23 H.

A ampliação prevista do molhe da Pontinha também é desejada pela MSC Cruzeiros, a maior companhia privada de cruzeiros do mundo e líder de mercado na Europa, incluindo Portugal.

A manifestação de interesse voltou a ser salientada pelo Director Geral da MSC Cruzeiros Portugal, Eduardo Cabrita, durante a visita promovida a bordo do MSC Magnífica, que esta sexta-feira faz escala no Porto do Funchal nesta que é a primeira viagem em redor do globo pela MSC.

O responsável da companhia em Portugal mostrou-se satisfeito com as notícias que dão conta do compromisso do Governo, lembrando que o crescimento do Porto permitirá “ter mais navios, também da MSC” que está a construir navios cada vez maiores e já este ano lança ao mar dois novos navios com capacidade superior a 5 mil passageiros.

Embora reconheça que nos últimos anos a MSC “tem baixado consideravelmente” o número de escalas no Funchal por razões estratégicas motivada pela aposta noutros destinos longe da rota madeirense, Eduardo Cabrita disse acreditar “que as próximas notícias sejam boas” para a Madeira, sem contudo ‘levantar o véu’.

Apesar de assumir que “o Funchal não vive só pelo seu destino. Vive por um itinerário completo”, lembrou a importância geográfica da ilha “nos posicionamentos que fazemos para o Brasil”, sublinhando o facto de a MSC ser “líder de mercado na América do Sul”.

Garante que o desejo é “cada vez mais estar presentes em Portugal”. Não apenas no Funchal e em Lisboa, mas também em Portimão que “brevemente” poderá receber cruzeiros da MSC, fruto “dos investimentos previstos”, salientou.

A importância do Funchal fica de resto vincada nesta volta ao mundo de estreia para a companhia, por ser a única cidade do país no destino deste cruzeiro que começou a 5 de Janeiro em Itália, onde terminará passados 119 dias.

Com cerca de 2.300 passageiros a bordo, no Funchal saíram 2.200 passageiros para fazer excursões programadas no navio. Nesta viagem mundial que custa a cada passageiro entre 12 mil e 40 mil euros há também portugueses e madeirenses a bordo.

“Temos cerca de cem passageiros portugueses a fazer esta volta ao mundo e temos alguns passageiros (madeirenses) a entrarem no Funchal”, revelou.

De resto, a entrada de passageiros no Funchal em cruzeiros regulares da MSC poderá ser uma realidade a ser cimentada doravante. Eduardo Cabrita remete essa decisão para as conclusões do “estudo estratégico” para 2019 e 2020 a ser conhecida “dentro de duas semanas”.

Congratulou-se ainda que os mais recentes indicadores da empresa, numa altura em que a auditoria à actividade de 2018 está a ser finalizada, que “apontam para o maior crescimento de sempre da MSC”. Tendência que deverá continuar, já que “as previsões são para continuar a crescer”, concretizou.