José Prada diz que pressão sobre a TAP está a surtir efeitos

Presidente da Comissão de Inquérito Parlamentar à gestão da companhia para com a Madeira acredita que mais resultados surgirão

11 Jan 2019 / 20:00 H.

O presidente da Comissão de Inquérito Parlamentar à política de gestão da TAP em relação à Madeira, José Prada, deu início hoje aos trabalhos dando conta que a pressão que tem sido exercida por vários sectores, nomeadamente pelos trabalhos que dirige, a uma mudança de postura e de política da companhia em relação ao mercado regional.

No início dos trabalhos de audição ao ex-presidente da TAP, Fernando Pinto, o deputado madeirense disse acreditar que “existem responsabilidades e consequências que devem ser assumidas”. E acrescentou: “

Responsabilidades que, em nosso entender, não têm sido devidamente arcadas, a favor da mobilidade dos nossos residentes, quer por parte da TAP quer do seu principal accionista, o Estado Português.”

Mais, referiu, que “este processo, se bem se recordam, teve origem na falta de apoio e no mau serviço prestado, pela TAP, aos passageiros, na rota entre a Madeira e o continente português, assim como na política abusiva de preços praticada nesta linha”.

No entender de José Prada, “desenganem-se os que diziam que os trabalhos desta Comissão em nada resolveriam o problema ou alterariam o posicionamento da TAP relativamente à Madeira”, frisando que “a pressão que, a vários níveis e também nesta Comissão, se tem feito sentir contra a postura irredutível desta Companhia, face aos interesses e necessidades dos madeirenses, já teve resultados, ainda que insuficientes. Resultados que estão longe de satisfazer as nossas pretensões e, acima de tudo, o que se considera ser um serviço de qualidade que, ao mesmo tempo promova a mobilidade dos nossos residentes e favoreça a competitividade do destino Madeira”.

Perante os seus pares e com o convidado ex-gestor principal da TAP durante 18 anos (cargo que deixou há um ano, em Janeiro do ano passado), José Prada disse ainda que “compete-nos apurar responsabilidades e evitar que as situações ocorridas em 2018 se repitam, neste ano que agora começa. Cabe-nos garantir que os nossos residentes não voltem a ser gravemente prejudicados no seu direito à mobilidade, tal como foram no ano passado”.

Também, lembrou que cabe aos eleitos madeirenses “salvaguardar a imagem do turismo, obviamente penalizada não só pelos atrasos e cancelamentos sentidos, mas, sobretudo, pelo tratamento terceiro-mundista que foi prestado, nestas situações”. E concluiu: “Ao contrário de outros que preferem o silêncio e que nada fazem para resolver os problemas dos madeirenses, estamos aqui para alertar, insistir e procurar soluções, na defesa incondicional do que é melhor para esta Região.”

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