Há 50 anos, em plena Guerra Colonial, Marcelo Caetano apelava à participação nas eleições

12 Set 2019 / 15:00 H.

A data de 26 de Outubro de 1969 foi a escolhida para as eleições dos 130 deputados à Assembleia Nacional, a designação que o parlamento tinha antes do 25 de Abril. Umas eleições que, como as anteriores, seriam disputadas, quase em exclusivo, pelos candidatos da União Nacional, uma vez que os opositores à ditadura estavam na clandestinidade ou presos e os poucos que concorriam nunca eram eleitos. É nesse cenário político que a edição de 12 de Setembro de 1969 tem, na primeira página, um apelo do presidente do Conselho, Marcelo Caetano, à participação dos portugueses nas eleições.

Caetano apela a uma participação significativa para legitimar, “dentro e fora” do país, a posição do governo em relação ao Ultramar. A Guerra Colonial começou há 8 anos e a pressão internacional sobre Portugal é grande.

Na primeira página, num espaço mais modesto, há notícia de mais um Juramento de Bandeira de militares madeirenses que tinham terminado a instrução. A maioria deveria seguir para um dos três cenários de guerra: Guiné, Angola e Moçambique.

Na mesma primeira página, destaque para a tomada de posse do novo presidente da Delegação de Turismo, Ribeiro de Andrade. Uma cerimónia em que discursou o governador do distrito, Brancamp Sobral - por curiosidade tio-avô dos cantores Luísa e Salvador Sobral - que seria o penúltimo no cargo. O ‘Chefe do Distrito’, como era designado, prometia “dar a todos os madeirenses as condições de vida que todo o ser humano merece”.

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