Há 30 anos, Jardim lembrava “golpes palacianos” no PSD

08 Nov 2019 / 15:00 H.

A 8 de Novembro de 1989 todas as atenções estavam centrada no Leste da Europa e no que parecia ser o início do fim do domínio soviético sobre os países-satélite. A República Democrática Alemã, a Alemanha do Leste que tinha ficado sobre o controlo de Moscovo dava os sinais mais claros de mudanças. O governo da RDA demitira-se e nessa noite começaria a cair do Muro de Berlim.

O DIÁRIO dava nota da evolução da situação no Leste da Europa, mas o destaque da primeira página ia para uma entrevista a Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional desde 1978.

Num balanço a um ano do novo mandato, lembrava as situações por tinha passado desde que, em 1974, a Revolução dos Cravos tinha permitido criar estruturas autonómicas, na Madeira e nos Açores.

“Já recebi cartas de Lisboa como as que Salazar mandava”, dizia o presidente do Governo Regional que comparava os governos de Lisboa, em democracia, aos tempos da ditadura.

Ao nível interno, lembrava que já tinha sido alvo de duas tentativas de “golpes palacianos”, no PSD. A primeira em 1974, por “comunistas infiltrados” e a segunda, em 1980, protagonizada por quadros que acabariam por sair do partido.

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