Empresas da Madeira tiveram o maior acréscimo no VAB

Valor Acrescentado Bruto em 2017 foi de +16,2%, segundo o Instituto Nacional de Estatística

13 Fev 2019 / 12:30 H.

No ano de 2017, o VAB (Valor Acrescentado Bruto) das microempresas em Portugal cresceu 10,5%, mas foi na Madeira que se registou o maior acréscimo neste indicador que mede o resultado final da actividade produtiva nesse ano em particular

Assim, em resultado da diferença entre o valor da produção e o valor do consumo intermédio, originando os excedentes, neste caso o VAB, nas empresas da Madeira disparou 16,2% (o valor mais alto entre as regiões NUTS II), mais de três vezes o aumento do número de empresas (+5%) regionais, colocando-se em terceiro, atrás do Algarve (+6,7%) e de Lisboa (+5,5%).

Segundo a publicação ‘Empresas em Portugal 2017’, elaborado e divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), nesse ano, “foram as empresas de grande dimensão que registaram o maior acréscimo em termos de número de unidades (+10,2%)”, enquanto, como referido, “as microempresas foram as que apresentaram o maior crescimento no VAB (+10,5%)”. E acrescentou: “O número de empresas localizadas na região do Algarve foi o que mais cresceu (+6,7%), ao passo que o maior acréscimo no VAB observou-se nas empresas sediadas na Região Autónoma da Madeira (+16,2%).”

Refira-se que a Madeira tem a segunda maior diferença entre as percentagens de aumento de empresas criadas e do Valor Acrescentado Bruto, só superada pela economia alentejana (número de empresas cresceu 3%, enquanto o VAB aumentou 12%).

Em 2017, a Madeira tinha 26.641 empresas sedeadas no arquipélago de um total de 1.260.436 no país. Ainda que seja a Região com menor número (os Açores têm 27.335), há cinco anos (desde 2013) que vem aumentando o número de entidades, depois dos mínimos atingidos em 2012 (20.775).

Das 26.641 empresas na RAM, a grande maioria (67,5%) era em nome individual (17.994), embora quase 1 em cada três tivessem a forma jurídica de sociedades (8.647).

Nota de realce o facto de apenas 935 terem 10 ou mais pessoas remuneradas ao serviço, 130 serem empresas de elevado crescimento e um pequeno grupo de 11 serem consideradas empresas ‘gazela’ (relativamente jovens, com elevados ritmos de crescimento e sustentados ao longo do tempo, impõem-se pela inovação e posicionam-se de forma diferenciadora nos mercados).

O número de pessoas ao serviço ascendia em 2017 a 69.652, embora apenas 49.597 fosse remunerado, com as quais as empresas suportaram gastos de quase 798,6 milhões de euros, ainda que representassem apenas 628,8 milhões de euros de remunerações globais. O volume de negócios ascendeu a quase 4,7 mil milhões de euros.

Em todos estes indicadores (e mais alguns que não incluímos aqui) há a notar que regista-se um crescimento face a 2016, ainda que nalguns casos já se prolongue por algum tempo.