CDU defende uma nova política para o sector agrícola da Região

24 Mar 2019 / 11:14 H.

No âmbito da pré-campanha para o Parlamento Europeu, a CDU esteve no concelho de Santana para desenvolver uma acção de contacto com a população para defender uma nova política para o sector agrícola da Região. No final da iniciativa o candidato da CDU ao Parlamento Europeu, Ricardo Lume realçou a importância da agricultura para a Madeira.

“A agricultura assume uma importância estratégica para a produção regional, para a qualidade de vida e para a soberania alimentar, para a ocupação harmoniosa do território, para a defesa do meio ambiente, da floresta e do mundo rural, para a coesão económica e social da nossa Região. Mesmo que como complemento de outras actividades principais, a agricultura familiar valoriza o trabalho produtivo e reprodutivo das explorações em bens e serviços, significando um importante complemento do rendimento de milhares de famílias”, disse, realçando que a agricultura familiar valoriza o trabalho produtivo e reprodutivo das explorações em bens e serviços, significando um importante complemento do rendimento de milhares de famílias.

Ricardo Lume afirmou que os fundos comunitários provenientes da Política Agrícola Comum (PAC) não foram suficientes para minimizar os efeitos do mercado comum “que trata de forma igual o que é desigual, beneficiando sempre as grandes potências europeias”.

“Nos últimos 7 anos a Região perdeu 1983 explorações agrícolas, 535 hectares de superfície agrícola utilizada, e a população agrícola reduziu de 40.760 para 35.061 pessoas. Esta realidade é fruto de um conjunto de políticas regionais, nacionais, e europeias, que defendem as grandes unidades agrícolas, esquecendo as pequenas unidades e principalmente a agricultura familiar. É necessário na Europa defender as especificidades da nossa produção agrícola”, acrescentou.

Além disso, referiu que “os apoios comunitários têm de estar adequados às especificidades da nossa região, dizendo que a valorização do nosso sistema produtivo não pode ser feito apenas com a distribuição de cheques através das Casas do Povo, e grandes festarolas alusivas a produtos regionais, quando vemos as produções a definhar, com excepção da produção de banana e da produção de anona”.

“A Madeira, precisa de quem no parlamento europeu, não seja apenas uma caixa de ressonância, dos interesses das grandes potências da União Europeia. A Região e o País precisão de quem no Parlamento Europeu defenda a produção regional e a nossa soberania alimentar”, sustentou.