Bloco de Esquerda quer uma só companhia de transportes públicos e preços a tender para gratuitos
“Os transportes são um factor importante na vida das pessoas, consomem uma fatia relevante do rendimento mensal e do tempo disponível. Quanto mais baratos e mais rápidos, melhor para o bem estar e felicidade de quem trabalha. A recente descida do valor dos passes sociais é positiva, mas é uma medida oportunista e eleitoralista da parte do PSD e também do CDS, pois é uma medida isolada e vai contra as opções desses esses partidos, quer no Governo Regional, quer no anterior Governo da República ou na CMF. Em geral têm promovido medidas que encarecem o transportes públicos, incentivam o uso do transporte individual, têm descurado o investimento na renovação das frotas de autocarro”. As palavras são de Paulino Ascenção, coordenador do BE-Madeira, proferidas esta sexta-feira numa iniciativa dedicada aos transportes públicos de passageiros, junto às docas da SAM no edifício 2000.
“O Governo Regional defende a auto-sustentabilidade dos transportes públicos regionais, ou seja o aumento dos preços para os passageiros pagarem a totalidade do custo, na CMF os dois partidos apoiam a descida dos preços dos estacionamentos, o que incentiva o uso da viatura individual. Esta medida é um engodo em ano eleitoral, não obedece a uma visão estratégica e é uma evidência do entendimento existente entre PSD e CDS para depois das próximas eleições regionais”, adianta Paulino Ascenção.
“A descida do preço dos passes é positiva, mas insuficiente. É necessário integrar toda a rede de carreiras e modernizar a frota, a melhor forma de o conseguir fundir todas as companhias numa única. A Lei permite que o Governo Regional declare a Horários do Funchal operador interno para toda a ilha, sem ter de indemnizar os operadores privados e só não o faz porque está mais preocupado com os lucros dos donos das companhias privadas que com o bem estar dos cidadãos”, adianta.
“A rede é arcaica e tem de ser repensada. Não faz sentido termos de mudar de autocarro para virmos da zona leste da ilha para o hospital ou para viajar entre de Câmara do Lobos até ao aeroporto. Também faz pouco sentido que as carreiras urbanas terminem na Cancela ou na Ribeira dos Socorridos, a curta distância de núcleos habitacionais importantes como o Caniço e Câmara de Lobos que são servidos por outras companhias. A Horários do Funchal depois de tornar-se operador para toda a ilha teria de incorporar os trabalhadores da outras companhias, que não podem ficar prejudicados”, acrescenta.
E lembra que alguns países – Luxemburgo e Estónia – têm avançado para transportes públicos 100% gratuitos, “esse exemplo deve ser visto com atenção e aplicado na Madeira”. “As vantagens são muitas: o menor uso do carro significa menor importação de automóveis e de combustíveis o que é bom para o PIB e para a economia; menor emissão de gases poluentes, o que é bom para o ambiente e para a saúde; menos congestionamentos no trânsito e e deslocação mais rápidas e sem stress, o que significa melhor rendimento no trabalho e mais tempo disponível para trabalhar e para o lazer. Vale a pena o investimento”, conclui.
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