Barreto pede à República que, se não quer ajudar, “não atrapalhe”

09 Abr 2020 / 17:10 H.

O líder do CDS-Madeira e secretário regional da Economia, reagiu à rejeição, no parlamento nacional, de uma proposta do seu partido para suspensão de artigos da lei das finanças regionais, para permitir recurso ao crédito e uma moratória sobre as prestações da dívida do PAEF. O projecto de resolução foi rejeitado, com votos contra de PS e PSD.

Rui Barreto salienta que todas as medidas que até agora foram implementadas na Região, de apoio às famílias e às empresas, são financiadas exclusivamente pelo Governo Regional e que, se a República não quiser ajudar, “pelo menos que não atrapalhe”.

Salientando que existem questões “que podem e devem” ser negociadas entre governos, voltou a afirmar que, da parte do Governo Regional, há vontade e empenho para negociar, esperando, no entanto, “que a votação de ontem não signifique que os dois maiores partidos nacionais estão, de facto, de costas voltadas para a Madeira”, algo que seria muito grave.

“Faço notar que na votação, não estiveram presentes os deputados eleitos pela Região, pelo que a decisão da votação deve ser imputada, em exclusivo, e pelo menos no caso do PSD, à estrutura nacional do partido”, sublinha.