O pagador de promessas
Durante as comemorações dos 50 anos da tradicional Festa do Pontal, organizada pelos sociais-democratas, em pleno verão no Algarve, iniciativa que se tornou ao longo das décadas num palco político, onde os líderes do partido apresentam as medidas mais convenientes para convencer o eleitorado e ficarem mais “bonitos” na fotografia, o invento deste ano, esteve a cargo do Dr. Luís Montenegro, na qualidade de primeiro-ministro, que não fugiu a essa regra. Falou principalmente nos reformados, daquela classe, que cujas reformas, mal chegam para fazer frente ao grande custo de vida. Falou em baixar o IRS, enfim conforme, o que estamos a viver, que considera que este é o País das Maravilhas. Mas que despautério e pouca-vergonha. Com tanta promessa feita em prol do Zé-povinho. Um dia destes, “O Pagador de Promessas”, versão portuguesa, o Dr. Luís Montenegro, fazendo o papel de Zé do Burro, um homem simples do interior do País, que fez umas promessas, para salvar o seu burro doente (o tal Zé-povinho). Mas ao tentar cumprir a sua promessa, vai enfrentar a resistência da oposição. Baseada na obra-prima do teatro brasileiro, escrita por Dias Gomes, foi encenada pela primeira vez em 1960.
Mário da Silva Jesus