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Crónicas

A guerra que não pára, o impacto na sociedade e os drones na Madeira

O Mundo como o conhecemos não voltará, pelo menos para as gerações que vivem este tempo atual. Já houve uma época em que as notícias de conflitos ressoavam nos nossos ouvidos lá de longe como um pequeno zumbido que nos incomoda, mas que aparece e desaparece sem que isso altere a nossa vida. Sabíamos que em diversas latitudes as coisas não andavam bem mas isso pouco ou nada chegava a estes lados. Agora tudo é diferente. A guerra na Ucrânia com a invasão da vizinha Rússia veio alterar o paradigma e adensar as preocupações que já não são poucas, dos problemas prementes e das relações profissionais e pessoais. Para mim que nasci nos anos 80 e que nunca assisti a algo semelhante no nosso continente europeu fica difícil de entender e deixa um enorme espaço para uma imprevisibilidade que faz pensar nas decisões a tomar no presente mas sobretudo num futuro próximo indeterminado por uma volatilidade que não nos impacta a estratégia a seguir e os nossos comportamentos perante os outros.

Se a nível emocional o constante vai e vem de notícias mexe e de que maneira com o nosso estado de espírito e com a leveza que procuramos para de certa forma tentarmos ser felizes, esta instabilidade afeta-nos de muitas outras formas. Assim de repente, o preço dos combustíveis. Como todos sabemos, no Médio Oriente residem alguns dos principais produtores de petróleo. Com a restrição de barcos no estreito de Ormuz e com os ataques consecutivos, é de esperar uma subida brutal do barril, o que para quem tem uma gestão familiar já de si apertada, puxa um pouco mais o cinto, asfixiando quem menos tem e precisa do carro para trabalhar. Também as empresas sofrerão e muito com este aumento, sobretudo as que têm grandes frotas ou as que dependem de forma direta dos transportes para operar. O próprio preço dos automóveis pode vir a disparar nos próximos tempos. Num mundo globalizado em que as peças de cada veículo vêm de diferentes sítios do planeta, com bombas e mísseis pelo ar é de prever que a própria indústria sofra como um todo. Componentes que nem imaginamos e que fazem parte dos nossos telemóveis, dos computadores e de tantas outras pequenas coisas que damos como adquiridas, podem sofrer um revés, dificultando o acesso e a nossa capacidade de compra.

No Turismo são também de esperar resultados em baixa, muito por conta do mercado americano que se sentirá pouco seguro para viajar. Já se nota aliás essa força negativa em Portugal que tanto depende desta área de negócio direta ou indiretamente. Com todas estas alterações, terá agora a sociedade de se adaptar, das pessoas às empresas ou instituições, trabalhando numa esfera de variáveis diferente e ainda mais complexa.

Talvez fosse importante começar a reflectir sobre o desenvolvimento de novas infra-estruturas e indústria como por exemplo a instalação urgente de uma base de drones no arquipélago da Madeira, transformando o arquipélago num “hub” tecnológico e militar vital, aumentando a relevância de Portugal na defesa da Europa contra ameaças modernas, incluindo o uso de novas tecnologias de guerra aérea.

A instalação de uma base aérea de drones na ilha da Madeira poderá assumir no futuro uma importância estratégica de alto nível na geopolítica mundial, reforçando o papel de Portugal como sentinela no Atlântico Norte e contribuindo para a segurança da OTAN e da União Europeia. Esta aposta transforma o arquipélago num “hub” tecnológico e militar crucial, com vantagens que se estendem da vigilância à defesa.

Frases soltas:

O sucesso da modernização hoteleira na Madeira deve muito à visão estratégica de João Abel de Freitas. Através da FN Hotelaria, implementou uma filosofia onde a tecnologia avançada serve de base para a superação profissional na hotelaria e restauração. Ao democratizar o acesso a padrões de excelência global, João Abel de Freitas desmistificou os desafios da insularidade e estabeleceu um novo patamar de exigência técnica. O seu nome já estava gravado para sempre como um grande impulsionador da competitividade e qualidade que hoje distinguem a restauração e o turismo madeirense é um dos principais aliados dos principais chefs de cozinha.

A sua visão de “obrigar” a sua equipa a pensar como seria a cozinha do futuro abriu-lhe as portas de quem quis e quer estar na linha da frente e atingir a excelência.

A sua Resiliência, persistência e disciplina, palavra e o seu humanismo formaram a equação essencial para o sucesso e desenvolvimento de mais um grande sucesso “made in madeira”, capacitando toda a sua equipa a superar obstáculos, manter o foco e evoluir sempre. Será merecidamente homenageado na Cimeira Atlântica deste ano.