Hoje, a Democracia Escolhe-se
Hoje é dia de votar. Pode parecer apenas mais uma eleição, mas não é. Cada voto conta e cada ausência pesa. Quando deixamos que sejam “os outros” a decidir, estamos a entregar nas mãos alheias algo que é nosso: o futuro do país.
Votar demora poucos minutos, mas esse gesto vale muito. Vale décadas de lutas, de medos e de sonhos. Em Portugal, não precisamos recuar muito para encontrar quem não pôde escolher nada: quem viveu anos a fio em silêncio, quem foi perseguido ou censurado, quem desejou, muitas vezes em segredo, um país livre.
Foi preciso coragem para chegarmos aqui. O 25 de Abril não caiu do céu. Houve quem arriscasse a vida para que hoje possamos entrar numa assembleia de voto com tranquilidade e sair com a consciência leve. A Democracia que temos nasceu do esforço de muitos, e mantém-se viva graças à participação de todos.
Por isso, votar não é apenas escolher um Presidente. É dizer que a Liberdade importa. É lembrar que o país que temos é fruto de escolhas. Escolhas feitas por pessoas como nós, que acreditaram que o futuro podia ser melhor. É garantir que a Democracia continua firme, aberta e saudável.
Num tempo em que a desinformação circula depressa e as opiniões se inflamam com facilidade, o voto é um gesto simples que traz clareza. É a forma mais séria e mais pacífica de cada cidadão fazer ouvir a sua voz. Não é barulho. É compromisso.
Hoje, ao votar, honramos quem nos deu este direito e cuidamos de quem virá depois de nós. A Democracia não vive do desencanto, vive da presença. Não vive do “tanto faz”, vive do “estou aqui”.
Que ninguém falte. Porque quando cada um faz a sua parte, o país inteiro fica mais forte.