Das partes, fazemos um. E esse um é maior do que a soma de todos nós
Há momentos em que percebemos que algo mudou. Não porque alguém o decretou, mas porque se sente no dia a dia. Para mim, em 2025, esse momento chegou quando as partes começaram verdadeiramente a integrar-se — quando deixámos de funcionar apenas como um conjunto de excelentes unidades e pessoas e passámos a agir como um todo com propósito.
A implementação do Regulamento de Carreiras foi um desses momentos fundadores. Não foi apenas um instrumento administrativo. Foi um sinal claro de maturidade institucional. Um compromisso coletivo de que é possível — e desejável — fazer carreira na ARDITI, crescer aqui, construir futuro aqui. A partir daí, algo mudou: a forma como nos vemos, a forma como colaboramos, a forma como assumimos responsabilidade pelo todo.
Tenho orgulho — um orgulho sereno, mas profundo — no crescimento do investimento na ARDITI e, sobretudo, na confiança que a Região deposita em nós. Essa confiança transforma-nos num verdadeiro motor do desenvolvimento económico baseado no conhecimento. Não é um papel simbólico. É real, exigente e visível. Está nas decisões que passam diariamente pelo Conselho de Administração. Está nas salas de reuniões constantemente cheias. Está no fluxo contínuo de propostas, autorizações, viagens, projetos e ideias que analisamos todos os dias. Está na vontade crescente de colaborar, de trabalhar em equipa, de fazer mais e melhor.
Com o crescimento vieram, inevitavelmente, novos desafios — talvez os mais difíceis de todos. O desafio da aceitação pública do aumento do investimento em I&D. O desafio da aceitação, por parte dos pares e da academia, de uma estratégia focada, que aposta em áreas específicas em vez da fragmentação. Mas é precisamente essa ambição — dar identidade, visibilidade e vantagem internacional à Região — que nos distingue. Escolher é difícil. Mas escolher em conjunto é poderoso.
Somos melhores juntos porque precisamos de todos. Precisamos de todas as competências, de todas as áreas, de todas as gerações. Fazer crescer a investigação e o seu impacto numa região ultraperiférica da Europa não é um exercício individual. É um esforço coletivo, persistente e resiliente. Cada parte conta. Cada pessoa importa. E é dessa soma — diversa e viva — que nasce o todo.
E há algo que temos — algo raro — que mais ninguém tem. Pensamos em conjunto com o Governo Regional a aplicação do pioneirismo científico e tecnológico de vanguarda ao desenvolvimento económico de uma região ultraperiférica da Europa. Não seguimos modelos importados. Criamos caminhos. Experimentamos. Erramos. Aprendemos. E voltamos a tentar, sempre com a Madeira no centro da equação.
O que esperar deste todo em 2026? Que continue a ousar. Que continue a trabalhar propostas ambiciosas. Que continue a internacionalizar, levando o bom nome da Madeira além-fronteiras. Que sejamos, na ciência e na inovação, “mais um Ronaldo da Madeira” — um motivo de orgulho global nascido de uma região pequena, resiliente e determinada a destacar-se no mundo.
A ARDITI está a crescer. E com ela cresce a visibilidade da ciência que se faz da Madeira para o Mundo. Não porque nos aplaudimos, mas porque trabalhamos. Juntos. Das partes, fazemos um. E esse um é maior do que a soma de todos nós.