A minha aventura nos meandros do sistema de saúde
Terei estado internado, à data de publicação deste texto, mais ou menos três ou quatro semanas. Seja o que for, não é relevante, como nem é relevante o motivo porque estou internado.
O que é relevante é que, para os devidos efeitos, estou ou terei estado internado num hospital público durante várias semanas.
A minha contribuição hoje não é sobre cultura, nem turismo, nem educação. É, independentemente da importância dos sectores acima, sobre algo muito mais básico. Falo do sistema de saúde.
Não vou fazer grandes discursos sobre a excelência dos seu equipamento, ou de como é financiado. O meu discurso vai limitar-se ao que vi, e ao que senti, nestas semanas.
Não posso falar da excelência dos quadros individuais. Vou sim, falar da excelência das equipas. Ao longo destas semanas, nunca deixei de me sentir apoiado, seguro e confortável. E não trocava as equipas por nenhumas outras. Acredito que, a todos os níveis, pudesse haver profissionais melhores, mais qualificados, ou mais bem pagos. Especialmente isto... mas a verdade é que as duas equipas com que contactei mais amiúde foram absolutamente inexcedíveis. E que se mais não fizeram foi porque mais não podiam fazer. Nomeadamente por constrangimentos que acabam por encontrar as suas origens em orçamentos ou falta deles.
Mas no dia a dia, e no esforço feito pela gestão e cuidado dos doentes? Não podia ter estado em melhores mãos. E tendo visto os esforços e os resultados destas equipas? Não tenho dúvida que todos mereceriam ser mais compensados pelos muitos esforços desenvolvidos.
Os edifícios têm todos dezenas de anos. As equipas de saúde... não as trocava por nenhumas outras. A todos eles, a todos os níveis... obrigado por tudo, e obrigado por todos os que por aqui passaram, e saíram melhores do que entraram.