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Três compromissos, uma visão para a Calheta

O futuro de um concelho não se decide apenas nas obras que consegue inaugurar. Decide-se nas escolhas que faz, na capacidade de antecipar necessidades e de trabalhar para transformar projetos em melhores condições de vida. Foi com essa visão que, há um ano, apresentámos ao Governo Regional três intervenções fundamentais para a Calheta: a consolidação da escarpa sobranceira à marginal, o alargamento da rede de saneamento básico e a chegada da Via Expresso ao concelho.

São obras prometidas, com reflexo na segurança, nos serviços essenciais e na ligação da Calheta à Região. Fazem parte de uma ambição maior: criar condições para que as pessoas possam viver, trabalhar e investir no concelho com confiança no futuro.

A consolidação da escarpa é uma prioridade de segurança numa das zonas mais frequentadas da Calheta. Ali convergem residentes, trabalhadores e visitantes, junto ao porto de recreio, às unidades hoteleiras, ao comércio, à restauração, às atividades náuticas e à praia de areia. Intervir naquele espaço é proteger quem o utiliza e salvaguardar uma área central para a vida económica e turística do concelho. A Câmara já contratou os trabalhos necessários à preparação da intervenção, recebeu a revisão de preços da empreitada e está a acelerar os procedimentos para que o processo possa avançar.

O saneamento básico é igualmente decisivo. Alargar a rede nas freguesias significa melhorar as condições das famílias, proteger os recursos naturais e acompanhar o crescimento do Município com infraestruturas adequadas. É um investimento que fica, muitas vezes, debaixo da terra, mas cujos benefícios chegam a cada casa e preparam o concelho para crescer com qualidade.

A Via Expresso completa esta visão. Uma ligação mais rápida e segura reforça a mobilidade, aproxima a Calheta dos principais centros da Região e cria melhores condições para empresas, trabalhadores e visitantes.

Perante projetos desta dimensão, a política deve ser feita com seriedade. É legítimo fiscalizar e apontar problemas, na verdade, faz parte da democracia. Mas a crítica ganha peso quando vem acompanhada de propostas, prioridades e caminhos para as concretizar. Reduzir obras estruturantes a frases de ocasião pode render um título, mas não melhora a vida de ninguém. A Calheta precisa de uma política social-democrata exigente, não de uma disputa permanente para saber quem fica com a última palavra como alguns paladinos mais verdes propagandeiam.

Estas prioridades exigem cooperação. À Câmara cabe preparar as intervenções, defender os interesses do concelho e trabalhar para que os compromissos assumidos ganhem forma. Queremos uma Calheta segura, bem ligada e dotada das infraestruturas necessárias para crescer. É essa visão que orienta o nosso mandato.