Chefe de Estado ou Estado de Alma?
Há momentos na história em que somos impelidos a tomar decisões mais focados no nosso interesse pessoal e menos no interesse geral, este provavelmente será um deles. Isto vem a propósito das próximas eleições presidenciais. Vistos, o programa eleitoral e os debates entre os candidatos dei-me a perguntar-me se não estamos perante o dilema de escolher um Chefe de Estado ou manifestar um Estado de Alma?
Entre candidatos de fação e outros de ficção fica uma ideia de potencial logro eleitoral. Estas eleições servem para escolher o representante máximo da nação portuguesa, experiente, capaz de arbitrar e moderar o sistema político cada vez mais polarizado e frágil. Alguém independente e disciplinador, patriota sem ser militar, defensor da economia social de mercado, sem ser liberal em tudo, integracionista, mas autonomista, institucional sem ser executivo. Um português, com passado, presente e visão de futuro, que represente cerca de 17 milhões de portugueses, do continente às Regiões autónomas, sempre conectado com a nossa diáspora. Queremos um presidente com um estimulante programa económico, mas que se enganou no casting – não pode executá-lo? Queremos um presidente autoritário que quer fazer destas eleições umas primárias das próximas legislativas? Queremos um presidente de cariz militar a representar Portugal? Queremos um Presidente fixe, mas inconsequente? Julgo que queremos um presidente completo, com experiência, com provas, com ambição, humanista e progressista, patriota, que olhe por quem trabalha e por quem já trabalhou, que promova inovação e conhecimento, defensor da identidade e cultura lusitanas, que tenha inteligência para lidar com a diversidade e complexidade de problemas, sem hesitações nem excitações, estável e preparado. Esse presidente é Luís Marques Mendes.