DNOTICIAS.PT
Eleições Presidenciais País

Gouveia e Melo afirma que afectos foram importantes mas agora PR tem de ser exigente

None
FOTO JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O candidato presidencial Gouveia e Melo considerou hoje que os afetos de Marcelo Rebelo de Sousa foram muito importantes no "pós-'troika'", mas defendeu que Portugal precisa agora de um Presidente exigente com a governação.

"O atual Presidente da República fez muito por Portugal após termos saído da 'troika', altura em que os afetos eram muito necessários", declarou o ex-chefe do Estado-Maior da Armada aos jornalistas enquanto tomava um café no Mercado Municipal de Mirandela.

No entanto, segundo Gouveia e Melo, o país tem agora pela frente "desafios completamente diferentes" e Portugal precisa de um Presidente da República que "dê confiança" e que seja "exigente com a governação".

"Não é ser contra a governação. Pelo contrário, a exigência ajuda à governação", sustentou, tendo ao seu lado o ex-secretário-geral do PSD José Silvano e o antigo vice-presidente da Assembleia da República social-democrata Adão Silva.

Gouveia e Melo defendeu depois que portugueses "devem sentir que têm na Presidência da República alguém em quem podem confiar nos momentos difíceis". E partiu deste ponto para críticas indiretas a alguns dos seus adversários na corrida a Belém.

"O Presidente não pode ser uma pessoa indecisa, não pode ser uma pessoa que não tenha posições quando é necessário ter posições claras", advertiu.

Deixou ainda outra farpa, quando falou em felicidade e realização pessoal.

"Quando estamos ao serviço dos outros, a sensação de retribuição é muito grande. A primeira vez que senti isso de forma sólida foi em Pedrógão Grande, durante a tragédia dos incêndios [de 2017], quando vi o sentimento das pessoas e o alívio que lhes podíamos dar", contou.

Depois, concluiu: "Sou verdadeiramente feliz, não tenho nenhuma ânsia. Não sou rico mas sou feliz. Serei sempre feliz ao serviço de Portugal em qualquer sítio".

Questionado sobre as sondagens, o almirante reagiu: "Não me tiram felicidade nenhuma, pelo contrário".