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O ano começou com desafios importantes

Este ano começou de rompante com notícias assustadoras, quer a nível Internacional quer a nível Nacional. Viu-se um Presidente de um país, EUA, invadir outro, Venezuela, e sequestrar o principal responsável desse país, alegando que ia ser julgado por crimes cometidos ligados ao tráfico de drogas. O mundo ficou estarrecido, porque este ato vai contra todas as regras internacionais, que regem os países. No entanto, poucos foram os que se levantaram e tiveram firmeza de contrariar esta situação, e o facto é que a mesma se mantém até agora. Maduro deve ser julgado pelos seus atos no seu próprio país e têm que ser os/as Venezuelanos/as a tomar as rédeas desse processo.

Quem teve a ilusão que este ato ilegal resolveria os problemas que atravessa o Estado Venezuelano, acho que as perdeu quando viu a principal opositora ao regime se “vergar” perante o invasor, oferecendo algo que não pode ser oferecido a ninguém, o Prémio Nobel da Paz – que, na minha opinião, nunca lhe devia ter sido atribuído. Foi um momento triste e que coloca em causa futuras atribuições deste prémio que devia ser mais prestigiado.

Mesmo se vergando ao invasor, a oposição Venezuelana até ao momento nem coragem teve para voltar ao seu país e mostrar que se preocupa com o povo e com a democracia que tanto reclama.

Assim, o invasor vai dirigindo a seu bel prazer, retirando riquezas, contando com o apoio dos que afinal faziam parte do regime e que agora seguem as suas orientações.

As organizações internacionais assistem a tudo isto como se fosse a coisa mais natural do mundo, alegando a falta de unanimidade para tomar medidas. Então, algo deve estar mal e deve ser corrigido.

Na nossa Região, embora os governantes continuem a dizer que a economia está bem e que estamos em período de crescimento, vão saindo notícias às “pinguinhas” e o que vemos: O Bordado caiu para um mínimo histórico de sempre, estando perto de vias de extinção – porque ainda não entenderam que não podem manter este sector como estava há dois séculos atrás, pagando uma miséria às bordadeiras. A Banana caiu 17% em 2 anos. A Espada e o Atum cada vez rendem menos. A venda do Cimento diminuiu em 2025 e há tanta falta de casas. Como é que podem dizer que a economia está bem se estes dados indicam o contrário? A quem querem enganar?

Também houve quebras no sector do vinho que se calhar vão ser equilibradas com o lançamento do famoso “vinho da missa” para os Senhores Padres, que o utilizarem, ajudarem a equilibrar as finanças regionais. Há realmente notícias que ainda conseguem nos surpreender e esta foi uma delas. O que para mim foi mais curioso foi esse vinho conter 19% de álcool. Cuidado, Senhores Padres, com a condução a seguir às missas, sobretudo quando têm que fazer várias de seguida. A caça às multas anda por aí...

Tivemos a primeira volta das eleições Presidenciais e eu votei, com muita convicção, na Catarina Martins que, mesmo numa situação muito difícil, conseguiu na Madeira ultrapassar os 5 mil votos. Agora estamos confrontados com dois candidatos à segunda volta e eu votarei, também por convicção, naquele que defende os valores da liberdade, democracia e dos direitos humanos. Felizmente, é fácil escolher porque o outro representa o oposto do que eu defendo. No dia 8 de fevereiro, com o meu voto, vou ajudar a eleger o futuro Presidente de todos/as os/as Portugueses/as, António José Seguro. Precisamos respirar liberdade em Belém.