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Votar pelo Seguro é votar pela Democracia!

Há muito que umas eleições presidenciais não despertavam tanto interesse e tanta incerteza em relação ao resultado da primeira volta. Ninguém tem dúvidas que tal aconteceu devido aos tempos em que vivemos, num mundo polarizado e onde cada vez mais estão presentes fenómenos populistas, apoiados em desinformação constante, que se constituem como uma ameaça à própria democracia. O discurso anti-sistema, dividindo Portugal entre “nós e eles” não é mais do que oportunismo político, tentando capitalizar o voto de muitos descontentes, ainda que não apresentando quaisquer propostas alternativas.

A receita é simples e eficaz: adulteram-se factos, criam-se inimigos a quem atirar as culpas e gravam-se vídeos virais para as redes sociais, enquanto se repete a mensagem incessantemente na comunicação social. Se necessário, apresentamos o mesmo candidato às eleições autárquicas, às eleições regionais, às eleições legislativas e às eleições presidenciais. O que interessa é estar sempre nos cartazes.

No próximo dia 8 de Fevereiro somos novamente chamados a votar, na segunda volta das eleições presidenciais. Existem dois candidatos, António José Seguro e o adversário ex-candidato a presidente de 308 municípios, 2 governos regionais, a primeiro-ministro e agora a Presidente da República. Mas o que nos deve preocupar realmente em relação a este segundo candidato, nem é a sua habitual indecisão sobre o que quer ser, nem a forma como o seu discurso incoerente não o parece incomodar. É aquilo que representa! O discurso de ódio, racista, xenófobo, misógino e fascista, que atenta contra a própria Constituição da República, cujo cumprimento o Presidente da República tem o dever de garantir. Queremos alguém como Ventura a representar Portugal, a nomear ou dissolver o Governo, a promulgar ou vetar leis, a garantir a defesa nacional ou mesmo a atribuir ordens honoríficas? Queremos atribuir tamanho poder a alguém que deseja 3 Salazares?

Costumamos dizer que a memória é curta, e talvez por isso, para muitos, as ideias da extrema-direita pareçam algo de novo. Enganam-se, essas ideias representam um passado bafiento e de má memória, com evidências várias do pior que o ser humano é capaz de fazer aos seus pares. Se a ditadura, a censura e a tortura, são já de si, uma imagem de marca dessas ideias, podemos reforçar com o antes e o depois, olhando aos indicadores de mortalidade infantil, esperança de vida, analfabetismo, escolaridade, rendimento, entre tantos outros. Como é possível alguém querer regressar a esse passado e nem ter vergonha de o dizer? Mas acima de tudo, nunca poderemos deixar que nos tirem a liberdade conquistada em Abril. Nunca poderemos deixar morrer a democracia, por mais imperfeita que seja.

A escolha do próximo Presidente da República, não é uma escolha entre direita e esquerda. É uma escolha entre humanismo ou racismo. É uma escolha entre sermos europeus ou estarmos “orgulhosamente sós”. É uma escolha entre a democracia e a liberdade ou um passado a que não queremos regressar.

É por isso que temos de votar pelo Seguro. António José Seguro representa os valores da democracia e da liberdade! É democrata, humanista, moderado. É capaz de dialogar, assegurar equilíbrios e garantir a estabilidade de que o nosso país tanto precisa, no cumprimento dos valores constitucionais. Tenho orgulho em fazer parte da sua Comissão de Honra e sou apoiante mesmo antes do meu partido ter declarado apoio. Porque acredito no António José Seguro e acredito em Portugal com António José Seguro como Presidente!