Mendes diz que Seguro é "um pouco passivo" e próximo PR tem de ser "mais ativo e interventivo"
O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou hoje que António José Seguro é "um pouco passivo" e defendeu que o próximo Presidente da República deve ser "mais ativo e interventivo", características que acredita ter.
Falando aos jornalistas numa pastelaria em Sintra (distrito de Lisboa), no arranque do último dia de campanha para as eleições presidenciais de domingo, o candidato mostrou-se convicto de que representa "a única candidatura que, de uma forma clara, pode vencer ao populismo, pode vencer ao experimentalismo e pode vencer a uma candidatura de centro-esquerda que é muito simpática, mas que é um pouco passiva".
O candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse existir "uma diferença essencial" entre si e o candidato apoiado pelo PS: "Ele é mais passivo, eu sou mais ativo".
"O Presidente da República tem que ser mais ativo, mais interventivo", defendeu.
"Eu gosto da iniciativa, eu gosto de decidir. O Presidente da República tem de ser mais ativo dentro dos poderes presidenciais. Não deve criar crise, mas perante os problemas não pode ser passivo, não pode hesitar. Eu represento um pouco, pela minha maneira de ser, desde o início, um Presidente mais ativo", salientou.
Luís Marques Mendes manifestou uma "confiança inabalável" de que passará a uma eventual segunda volta das presidenciais, uma vez que "ninguém vai ganhar à primeira, isso parece mais ou menos óbvio", e disse ter marcado presença em Sintra para buscar "inspiração para a vitória no domingo", nomeadamente no resultado do presidente da Câmara, Marco Almeida (PSD), nas autárquicas.