A hipocrisia dominante
A hipocrisia tornou-se a característica dominante da actual conjuntura política portuguesa e atravessa todo o sistema como um fio condutor que explica o seu esgotamento moral, a sua incapacidade reformista e o profundo desprezo que tantos dos seus agentes demonstram pelos portugueses de Bem, ou seja, aqueles que trabalham, produzem e sustentam um Estado que já não os representa, vivendo antes para se proteger a si próprio e às suas elites instaladas.
Os partidos que se dizem de esquerda, como o Bloco, o PCP, o Livre e a JPP, apresentam-se como defensores do Povo, mas vivem politicamente da manutenção da pobreza, porque sabem que um cidadão dependente de subsídios, de habitação social e de apoios do Estado é um cidadão domesticado, fácil de controlar e de instrumentalizar. Vergonhosamente, estes partidos transformaram a miséria num método de poder e a caridade forçada numa arma ideológica para se infiltrarem na sociedade.
Por sua vez, os partidos híbridos, como a IL e o PAN, escondem-se atrás de discursos sobre liberalismo, mercado e modernidade, mas revelam uma contradição insanável quando defendem o aborto como solução, a eutanásia como política pública, a legalização das drogas como progresso e colocam a vida animal acima da vida humana. Ao mesmo tempo, alimentam o embuste da agenda ambientalista, usada não para proteger a natureza, mas para atacar a soberania dos Estados, enfraquecer a indústria nacional e transferir o controlo da economia para elites anónimas, não eleitas e politicamente intocáveis.
Já o PS afirma agir em nome do interesse nacional, mas está entregue a redes de corrupção, marcado por esquemas de pedofilia e infiltrado por gente que não quer servir Portugal, mas apenas servir-se dele, usando cargos políticos como trampolim para carreiras no Parlamento Europeu, na alta finança, nos serviços diplomáticos ou numa qualquer empresa a quem favoreceram durante a governação. Quer no continente, quer na Região, é uma organização num círculo vicioso de amiguismo, compadrio e tráfico de influências, que corrói a confiança pública, empobrece o país e está a arrastar os socialistas para o seu fim.
Também o PSD, que se proclama reformista e autonomista, converteu-se numa força de bloqueio às reformas urgentes de que Portugal precisa, falhando na economia, na defesa da identidade nacional, no controlo da imigração, na relação com a Europa, na protecção das fronteiras, na valorização da mão-de-obra nacional e no reforço das autonomias. Na realidade, há muito que deixou de ser o partido da coragem de Sá Carneiro para se confundir com os esquemas financeiros de Balsemão, as redes perversas de Durão Barroso e a corrupção desavergonhada de Miguel Albuquerque.
Por fim, certa comunicação social, que proclama informar com isenção, está, na realidade, vendida aos interesses instalados, vivendo para atacar todos os que desafiam o sistema e os vícios. Não servem as pessoas, nem a verdade, mas escolhem funcionar como capa protectora das figuras mais podres, dos poderes mais negativos e das redes de interesse mais usurpadoras, assumindo, com grande entusiasmo, o papel de lacaios da corrução que tem corroído o nosso país e a nossa Região, enquanto se julgam donos de uma moralidade superior.
O que é que todos estes actores têm em comum? O seu ódio visceral ao CHEGA. E porquê? Porque sabem que é o único que lhes vai retirar as máscaras, expor os vícios e pôr fim aos jogos pueris que tornaram Portugal pobre e a Madeira estagnada. Estão perfeitamente conscientes de que, com o CHEGA, haverá mão pesada, responsabilização real e que cada palhaço será finalmente colocado no seu devido circo. E têm toda a razão! Vai mesmo acontecer!