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Madeira

AMI retrata realidade das reclusas do Estabelecimento Prisional do Funchal

O DIÁRIO dá a conhecer um destes casos de sucesso na rubrica 'Final Feliz' da edição impressa de hoje. A reportagem original ‘Horizonte Cortado’, é da autoria de Ana Martins Ventura, repórter e editora da revista AMINotícias, com imagem de José Ferreira

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Ema foi parar à prisão depois de “um acerto de contas” e, a partir da cela minúscula e dos corredores estreitos da ala feminina do Estabelecimento Prisional (EP) do Funchal, traçou um percurso até à liberdade.

O início do tempo na prisão foi difícil. Na cela de dois metros quadrados, que dividia com Carla, havia espaço apenas para duas camas, um armário, uma sanita e um lavatório.

Para ‘fugir’ a este “horizonte cortado a betão”, Ema refugiou-se na escrita. No seu caderno de poemas, contos e pensamentos, prontos a publicar, reinam as palavras “mulher”, “livre”, “dor” e “recomeço”.

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A maioria das reclusas  do EP do Funchal tem entre os 18 e os 60 anos, uma escolaridade que em muitos dos casos não ultrapassa o 4.º ano e percursos marcados pela violência e pelo consumo de substâncias aditivas. Um ciclo que a AMI - Fundação de Assistência Médica Internacional na Madeira pretende inverter, através da formação.

O projecto ‘Sensibilizar para Melhor Reintegrar - Cidadania em Acção’ proporciona a um grupo de 12 reclusas um espaço de reflexão sobre a cidadania e direitos humanos, mas visa também capacitá-las para a reinserção.

Recomeçar, quando se parte de um patamar desigual, é contudo um caminho difícil.

A liberdade não é uma experiência fácil, muitas vezes, a estrutura familiar está completamente quebrada e o isolamento pode ser muito duro Helena Andrade, delegada da AMI 
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As condições não são as ideais, nem mais equitativas entre géneros, mas esta prisão também não foi construída na sua origem para ter ala feminina

Armando Coutinho iniciou o trabalho no Estabelecimento Prisional do Funchal em 2009. A missão profissional ainda o levou a Tires, mas, em 2016, regressou à Madeira, onde procura humanizar este processo

Não podemos olhar para a população reclusa como uma estatística. Ainda que seja só um caso de sucesso, vale a pena agir
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Consulte na íntegra a reportagem ‘Horizonte Cortado’, publicada no número 89 da revista AMINotícias da AMI - Fundação de Assistência Médica Internacional em: https://ami.org.pt/a-ami/ami-noticias/