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BRICS realizam reunião para abordar conflito no Médio Oriente

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Foto Shutterstock

Os países membros do grupo BRICS vão realizar, esta terça-feira, uma reunião extraordinária por videoconferência para abordar a situação no Médio Oriente.

Segundo a agência de notícias Europa Press, a reunião virtual dos BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -- contará com a presença do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O Kremlin confirmou que o Presidente russo, Vladimir Putin, vai participar no encontro do bloco por videoconferência de acordo com a agência de notícias AFP.

O Governo sul-africano indicou num comunicado publicado no seu portal na internet que o Presidente do país, Cyril Ramaphosa, liderará "uma reunião extraordinária sobre a situação em Gaza" e detalhou que participarão também na reunião os "líderes da Arábia Saudita, Argentina, Egito, Etiópia, Irão e os Emirados Árabes Unidos (EAU)."

"Ramaphosa fará uma declaração de abertura da reunião extraordinária, onde os Estados-membros e convidados também farão declarações sobre a atual crise humanitária em Gaza", referiu a nota, antes de acrescentar que está prevista "uma declaração conjunta sobre a situação no Médio Oriente, particularmente em relação a Gaza".

Desta forma, o encontro será o primeiro do género que inclui um grupo de países que os BRICS convidaram este ano a aderir ao bloco.

Na semana passada, a África do Sul juntou-se a vários países que pediram ao Tribunal Penal Internacional (TPI) que investigasse Israel por crimes de guerra no contexto do conflito desencadeado em 07 de outubro, após o ataque realizado pelo grupo islamita Hamas em território israelita, que deixaram quase 1.200 mortos e cerca de 240 raptados.

Israel lançou a uma ofensiva contra o enclave palestiniano após o ataque do Hamas.

As autoridades da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, relataram mais de 13 mil mortes, incluindo mais de cinco mil crianças, enquanto mais de 180 palestinianos morreram nas mãos das forças de segurança israelitas e em ataques de colonos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.