A Guerra Mundo

Kiev assegura que forças russas prosseguem retirada de várias regiões de Kherson

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O estado-maior das Forças Armadas ucranianas assegurou hoje que na sequência dos avanços de sábado em Kharkiv, as forças russas retiraram de diversas localidades da província de Kherson.

De momento, e segundo Kiev, as forças russas limitam-se a missões de reconhecimento aéreo e de sabotagem para dificultar a ofensiva ucraniana. Assim, terão lançado 16 projéteis e bombardeado três posições em território ucraniano, que atingiram 15 localidades.

Também na região de Sumy terão ocorrido bombardeamentos russos com carros de combate, morteiros, artilharia e lança-foguetes contra infraestruturas de quatro localidades.

Já na região de Kramatorsk, província de Donetsk, as bombas russas também flagelaram diversas posições, enquanto nas regiões onde recuaram terão deixado diverso material militar, incluindo camiões Kamaz e veículos blindados Tiger.

Segundo um balanço oficial do Governo ucraniano, pelo menos 52.650 militares russo já foram mortos na Ucrânia desde o início da operação militar en 24 de fevereiro. Nas últimas 24 horas, Kiev reivindicou a morte de 400 soldados russos.

Estes movimentos de tropas russas em direção a leste foram confirmados por Moscovo, que no sábado justificou estas manobras para reforçar as posições na vizinha região de Donetsk.

A Ucrânia indicou já ter "libertado" este mês 3.000 quilómetros quadrados no seu contra-ataque. A Rússia controla cerca de 120.000 quilómetros quadrados de território ucraniano, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.