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Tribunal bielorrusso condena mais uma jornalista a longa pena de prisão

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Foto DR/Arquivo

Um tribunal da Bielorrússia condenou ontem a cinco anos de prisão mais uma jornalista do canal TV Belsat por, alegadamente, formar uma organização extremista e participar em protestos contra o regime de Minsk.

Iryna Slaunikava, de 52 anos, é a terceira jornalista do Belsat a ser presa na Bielorrússia e a sentença, proferida por um juiz, em Gomel, no Sudeste da Bielorrússia, é um ano superior à que tinha sido pedida pela Procuradoria, de acordo com a Associação Bielorrussa de Jornalistas.

No mês passado, outra jornalista do Belsat, Katsiaryna Bakhvalava, foi condenada a oito anos de prisão sob a acusação de alta traição, a somar a uma pena de dois anos que já estava a cumprir, enquanto a sua colega Darya Chultsova cumpre uma pena de dois anos desde 2021.

A condenação das jornalistas do Belsat, um canal que emite em língua bielorrussa mas é financiado pelo Governo polaco, faz parte de uma repressão contínua do Governo de Minsk contra ativistas da oposição, meios de comunicação críticos do regime e repórteres independentes.

O TV Belsat foi declarado como canal extremista pelas autoridades e tem sido uma fonte de notícias para milhares de bielorrussos desde que começou a transmitir, em 2007.

A onda de repressão das autoridades bielorrussas teve início após a eleição do presidente Alexander Lukashenko para um sexto mandato, em agosto de 2020, numa votação que foi denunciada pela oposição e pelo Ocidente como tendo sido manipulada.

Mais de 35 mil pessoas já foram presas e milhares foram espancadas pela polícia, enquanto os principais meios de comunicação independentes foram encerrados e a maioria dos jornalistas independentes deixou o país.

Ao todo, 29 jornalistas estão atualmente atrás das grades na Bielorrússia, à espera de julgamento ou a cumprir longas sentenças.