5 Sentidos

Exposição 'Martha Telles (1930-2001): A linguagem do silêncio' no Solar do Aposento

None
Foto: DR

Abre amanhã, 24 de Maio, pelas 16h00, no Solar do Aposento, em Ponta Delgada, a exposição 'Martha Telles (1930-2001): A linguagem do silêncio'.

Este é um projecto de parceria entre o MUDAS.Museu e o Solar do Aposento, que integra o programa das comemorações dos 30 anos da Fundação do Museu de Arte Contemporânea da Madeira e dá continuidade à política de descentralização que a instituição tem levado a cabo ao longo dos tempos, contruindo "uma narrativa de partilha de conhecimento que procura dar a conhecer as suas colecções e projectos e, em simultâneo, celebrar através da partilha com o público a sua existência enquanto Museu de Arte Contemporânea", refere nota enviada à comunicação social.

Esta exposição integra diversas obras de Martha Telles, duas delas pertencentes ao acervo do MUDAS.Museu: 'le départ', 1983, e 'Le Lied de Shuman Hommage à ma mère', 1980, e as restantes foram cedidas em empréstimos à Região por Teresa da Cunha Telles Hall, filha da autora.

A exposição que compreende um total de 32 obras, conta com a curadoria de Marcia de Sousa e poderá ser visitada no Solar do Aposento até dia 31 de Julho.

"Martha da Cunha Telles nasceu no Funchal, no seio de uma família tradicional, filha de Alexandre da Cunha Telles, advogado, e de Anne Kristine Stephanie Wera Beranger Cohen, dinamarquesa, cantora Lírica e professora de canto, que estudou em Paris. A família tinha residência no Funchal, na Rua da Carreira n.º 188, palacete urbano destruído para dar lugar à atual Residencial Colombo. Tirou o curso de pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, nos finais dos anos cinquenta do século passado", explica a nota enviada pela Secretaria Regional de Turismo e Cultura.

Marta Telles foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em Paris frequentou a  Sorbone e no Canadá o Conseil des Arts. Estudou com a pintora Vieira da Silva e conviveu muito de perto com Jorge Martins e José Escada. Viajou pelo mundo todo. Exerceu funções de docente em Lisboa e Moçambique. Naturalizou-se canadiana em 1974 onde veio a falecer em 2001.

A pintura desta artista é, na sua grande maioria, um registo da sua própria vivência insular, um regresso à infância e adolescência bem como memórias da Ilha.