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França reforça protocolo sanitário nas escolas e encerra discotecas

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Foto EPA

O Governo francês anunciou hoje novas medidas restritivas de combate à pandemia, reforçando o protocolo sanitário nas escolas, encerrando as discotecas durante quatro semanas e simplificando a vacinação contra a covid-19 para pessoas com 65 anos ou mais.

França registou 42.252 casos no domingo e o número de pacientes internados ultrapassou os 11.000, um nível que não era atingido desde o final de agosto, deixando vários hospitais em alerta.

Para conter a circulação do vírus SARS-CoV-2, é preciso o país "manter o escudo vacinal e até ampliá-lo e fortalecê-lo", recomendou esta noite o primeiro-ministro francês, Jean Castex, em conferência de imprensa.

Assim, todos os franceses com 65 anos ou mais vão poder obter uma dose de reforço da vacina contra a covid-19 sem marcação prévia.

Além disso, o governo francês afirmou que está a considerar abrir a vacinação "a todas as crianças" de cinco a 11 anos, "de forma voluntária, se possível até ao final do ano".

Atualmente, apenas podem ser vacinadas 360.000 crianças francesas em risco de desenvolver formas graves da doença -- que sofrem, por exemplo, de doença hepática crónica, doença cardíaca e respiratória crónica ou obesidade.

Com a explosão da taxa de incidência em crianças, o protocolo de saúde foi elevado ao nível três nos estabelecimentos de ensino, o que tornará obrigatório o uso de máscara nos recreios, a limitação da prática de desportos de contacto e uma nova organização para evitar aglomerações nas cantinas.

Por fim, o país vai encerrar as "discotecas durante as próximas quatro semanas" até ao "início de janeiro", acrescentou Jean Castex, que pediu aos franceses que reduzam as interações sociais.

As novas medidas surgem num contexto em que pandemia regressou em força à Europa, onde vários países optaram por um método mais severo.

A Alemanha e a Itália vão impor restrições às pessoas não vacinadas, enquanto a Áustria vive, até ao próximo sábado, um novo confinamento parcial.

A Bélgica vai encerrar as escolas primárias com uma semana de antecedência para as férias de Natal, esperando, assim, conter a disseminação rápida da variante Delta.

Tornando o cenário mais complexo, junta-se agora a propagação da variante Ómicron, inicialmente detetada na África Austral.

De acordo com o último relatório oficial das autoridades de saúde, foram já confirmados 25 casos de infetados com a variante Ómicron.

Quase 120 mil pessoas morreram de covid-19 em França desde março de 2020.

Apresentando um dos processos de vacinação mais elevados da União Europeia (UE), o país já inoculou quase 90% da população com mais de 12 anos.

A covid-19 provocou pelo menos 5.253.726 mortes em todo o mundo, entre mais de 265,13 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.551 pessoas e foram contabilizados 1.169.003 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como "preocupante" pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em cerca de 30 países de todos os continentes, incluindo Portugal.