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Bélgica regista 272 novos casos e inverte tendência em baixa

Foto EPA/SHEPHERD ZHOU
Foto EPA/SHEPHERD ZHOU

A Bélgica registou, nas últimas 24 horas, 272 novos casos de covid-19, uma subida que inverte a tendência em baixa dos últimos dias, apresentando agora um total de 50.781, segundo dados oficiais hoje divulgados.

De acordo com o boletim epidemiológico de hoje, nas últimas 24 horas o número de novas contaminações pelo coronavírus subiu para 272, mais 30 do que os 242 de terça-feira, invertendo a tendência em baixa que se registava há vários dias consecutivos.

Por outro lado, nas últimas 24 horas foram registadas 110 mortes, número a que se juntam outras 229 suplementares registadas em hospitais entre 24 de março e 04 de maio e que ainda não tinham sido contabilizadas, com a Bélgica a totalizar agora 8.339 óbitos por covid-19.

O número de novas mortes também subiu face às 97 de terça-feira.

Também nas últimas 24 horas, foram hospitalizadas 116 pessoas (84 na terça-feira), num total de 15.855, e 290 tiveram alta (63 na véspera), o que perfaz 12.731 desde 15 de março.

O Conselho nacional de Segurança está hoje reunido para analisar a próxima etapa do desconfinamento, prevendo-se que seja permitida a abertura do comércio não alimentar.

A Bélgica está em sétimo lugar na lista de países da Europa em número de casos desde o primeiro registo - Espanha é o primeiro - e ocupa o quinto lugar em relação ao número de óbitos, sendo a Itália o país regista o maior número de mortes.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 254 mil mortos e infetou quase 3,6 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.074 pessoas das 25.702 confirmadas como infetadas, e há 1.743 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

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