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FARC denuncia assassinato de 190 ex-guerrilheiros desde 2016

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O partido Força Alternativa Revolucionária Comum (FARC) denunciou hoje a morte de dois combatentes desmobilizados em Caquetá, elevando para 190 os ex-guerrilheiros mortos desde o acordo de paz com o Governo colombiano, em 2016.

A revelação foi feita através do Twitter pelo agora senador do FARC Julián Gallo, também conhecido como Carlos Antonio Lozada nos seus tempos de guerrilheiro, que explicou que Irnel Flórez Forero e Belle Ester Carrillo Leal foram mortos na noite de terça-feira no município de San Vicente del Caguán.

O político lançou mesmo um apelo ao presidente do país, Ivan Duque, para travar o que disse ser o “genocídio” dos ex-combatentes da antiga organização paramilitar, então designada por Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, fundada em 1964 e que apenas abandonou a guerrilha em 2017.

De acordo com as estatísticas avançadas pelo FARC, citadas pela EFE, desde 01 de dezembro de 2016, quando o acordo de paz entrou em vigor, morreram já 190 ex-combatentes, a uma média de quase sete por mês.

Por outro lado, as Nações Unidas (ONU) lembraram em 31 de dezembro do ano passado que pelo menos 77 ex-guerrilheiros foram mortos na Colômbia somente em 2019, e também relataram o desaparecimento de outras 14 pessoas e ainda 29 tentativas de homicídio.

Por via desses números, a ONU considerou 2019 “o ano mais violento” para os ex-guerrilheiros das FARC que se refugiaram no acordo de paz.

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