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“Outlander” regressa com romance “aspiracional” às portas da guerra revolucionária

Foto REUTERS/Starz
Foto REUTERS/Starz

A quinta temporada de “Outlander”, que se estreia na quinta-feira em Portugal, mostrará o romance “aspiracional” e ao mesmo tempo “muito real” de Jamie e Claire, disse a protagonista Caitriona Balfe, numa conversa em Hollywood.

“Agora são pessoas de meia-idade, estão com mais de 50 anos e têm uma sabedoria que antes não possuíam”, afirmou a atriz, sobre a sua personagem Claire e sobre Jamie, interpretado por Sam Heughan. “É bom vê-los com estabilidade e como o casamento deles funciona”, acrescentou, explicando que na nova temporada “Jamie tem decisões muito difíceis” e Claire será o seu pilar.

“Outlander” é uma produção do canal norte-americano Starz e baseia-se na série de livros com o mesmo título, escrita por Diana Gabaldon, sobre uma enfermeira britânica que serviu na II Guerra Mundial, Claire, que é transportada para 1743 e se vê obrigada a casar com o escocês Jamie Fraser para sobreviver.

Os novos episódios, que passarão às quintas-feiras no canal TVCine Emotion, são baseados no quinto livro da série, “The Fiery Cross”, mas terão também “uma grande linha narrativa” que não consta do título, adiantou Sam Heughan.

“As temporadas passadas foram sobre se Jamie e Claire iam ficar juntos e a última sobre a base da nova vida na América”, disse o ator escocês. “Agora estão bem estabelecidos e num bom momento um com o outro, usando a sua relação para proteger o resto da família, incluindo os habitantes de Fraser’s Ridge”, descreveu.

A maturidade da relação dos dois amantes, que desafiaram as leis da física e das viagens no tempo, permite introduzir uma nova dinâmica na história, situada agora às portas da guerra revolucionária na América.

Com Claire definitivamente instalada no século XVIII, a personagem evolui no seu papel de médica, enquanto Jamie Fraser aprofunda a sua posição como chefe de clã “e lida com decisões políticas de maior escala”, descreveu Sam Heughan.

O seu casamento torna-se uma fonte de estabilidade em contraponto ao tumulto da relação entre a filha de ambos Brianna (interpretada por Sophie Skelton) e Roger MacKenzie (interpretado por Richard Rankin), que viajou do século XX para o século XVIII atrás dela.

Esse é um dos motivos que justifica a popularidade de “Outlander”, considerou Caitriona Balfe, referindo que a história “transcende o tempo e a física” e “é do outro mundo”, mas simultaneamente dá a sensação de ser mundana. “Mesmo sendo grandiosa e do domínio do fantástico, nos pequenos momentos parece muito normal e real”, afirmou. “É com isso que as pessoas se identificam, ao mesmo tempo que aspiram a algo maior”.

A atriz irlandesa explicou à Lusa que o grande tema transversal da série é a questão “o que fariam por amor?”, dirigida principalmente às mulheres, visto que a sua personagem abdica do seu mundo no século XX para ficar com o amado no século XVIII. É “a ideia de encontrar um amor tão puro que leva a desistir de tudo o resto por ele”. Balfe admite que “provavelmente” não fazemos isso na realidade, mas aspirar a esse tipo de amor “faz parte da magia e da fantasia”.

O apelo de uma série com uma premissa tão improvável também se deve, considerou a atriz, ao facto de abranger vários géneros. “Temos elementos ligeiramente de ficção científica mas também somos um drama histórico e uma história romântica. Há muita intriga política, há algo para toda a gente”, afirmou.

Embora o quinto livro seja um dos menos cotados entre os fãs da história criada por Diana Gabaldon, Sam Heughan considerou que a adaptação foi bem feita e explicou que tanto ele como Caitriona Balfe passaram a ter créditos como produtores executivos.

“É bom fazermos agora parte desse processo, envolvermo-nos nos guiões e no arco narrativo”, disse. “Sempre estivemos integrados com os escritores, mas é bom ter esse título oficial e poder influenciar o processo”.

“Outlander” regressa esta quinta-feira, 19 de março, às 22h10 no canal TVCine Emotion.

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