Retorno do ferry pode trazer competições internacionais de vela para a Madeira

01 Ago 2018 / 13:53 H.

A Madeira pode estar mais próximo de ser palco de um campeonato internacional de vela, agora que o ferry está novamente operacional.

Disse-o Miguel Albuquerque, esta quarta-feira, durante a homenagem ao velejador madeirense João Rodrigues, como afirmou também, de seguida, o presidente do Centro Treino Mar (CTM), David Sousa: “Nos últimos anos tivemos o constrangimento de acesso. As equipas na vela têm, em termos de logística, uma grande exigência. E a não existência de um ferry era um constrangimento. Actualmente essa situação está resolvida. A princípio existe a possibilidade de realizarmos uma candidatura com sucesso a uma destas organizações. Pode ser um campeonato da Europa, mundial”. Tudo isso, nas várias classes de vela.

Aos 46 anos, recorde-se, João Rodrigues conquistou o título de campeão do mundo na classe Raceboard, e o Governo Regional quis homenagear o velejador madeirense: “É significativo, importante, e estamos mais uma vez muito orgulhosos da sua participação. O João Rodrigues é, em primeiro lugar, um exemplo. Como pessoa e como atleta. E é importante para as novas gerações madeirenses, terem no João Rodrigues uma referência”, disse o presidente do Governo Regional durante a cerimónia na Quinta Vigia, lembrando que é “dos atletas portugueses com mais participações nos Jogos Olímpicos.

Retorno do ferry pode trazer competições internacionais de vela para a Madeira

João Rodrigues lembrou-se da primeira vez que entrou no salão da Quinta Vigia para receber outra condecoração: “Quando estava aqui a receber o louvor do presidente, lembrei-me da primeira vez que entrei nesta sala. E foi extremamente gratificante receber, passados quase 30 anos, um novo louvor, mas fazê-lo também na presença de pessoas que também partilham a paixão pelo mar”. Ao seu lado, jovens atletas com “potencial” para participarem numa competição olímpica.

Passadas três décadas, o atleta chama-lhe “o segredo da longevidade”. Explica João Rodrigues: “O que nunca mudou em 30 anos foi a minha paixão por este desporto. Vamos chamar-lhe o segredo da longevidade. Uma paixão que encontrei aos oito anos e soube logo que era o que queria fazer ao longo da vida. O resto vem por acréscimo. São efeitos secundários de uma paixão. Olhando para trás agora, nunca imaginei que este percursos fosse possível”.

Um percurso que, acredita o desportista, também pode ser o futuro de outros atletas madeirenses: “A Madeira tem um potencial enorme e já foram dados passos para potenciar ainda mais. Penso que nos próximos anos vamos ver coisas muito bonitas a acontecer”. Tanto “no universo da vela”, como de outras “actividades náuticas. Acho que está tudo interligado. Estou extremamente grato. Este sinal que o GR transmite [homenagem] não é só para a mim, é também para as actividades náuticas no seu conjunto”.

Sobre a almejada competição internacional, o presidente do CTM destacou as mais-valias da Madeira: “ A Madeira tem condições excepcionais para a prática da modalidade durante todo o ano, que é uma das características importantes. Nos períodos de Inverno em que a Europa está com condições extremas, conseguimos ter aqui um evento europeu ou mundial”, sublinhou David Sousa.

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