JPP defende importância dos ‘centros de noite’ na Região

27 Jul 2018 / 14:33 H.

É a pensar nas respostas sociais que são necessárias dar à população idosa que o JPP defende a criação de ‘centros de noite’ destinados à população idosa. O partido esteve, esta manhã, em Santana para abordar as questões relativas ao envelhecimento da população.

A Região Autónoma da Madeira tem cerca de 40 mil idosos sendo 70% destes, pensionistas, ou seja, “pessoas que, além da sua vulnerabilidade, apresentam dificuldades financeiras para fazer face às suas despesas diárias”, começou por explicar Paulo Alves.

O deputado do JPP na Assembleia Legislativa Regional explicou ainda que a escolha do local para a acção política deveu-se ao facto de Santana ser “um dos Municípios da Região Autónoma da Madeira que maior índice de envelhecimento apresenta, na ordem dos 232,4”.

No Parlamento Regional, a Secretária Regional da Inclusão da Inclusão e dos Assuntos Sociais referiu que “não é importante a construção de lares de idosos e que a resposta dada pelo apoio domiciliário respondia às necessidades e que seria reforçado com a contratação de mais ajudantes domiciliárias”. Contudo, este reforço “é uma promessa que já vem de 2016 e até agora, nada”, considera o partido.

Assim, fica claro para Paulo Alves que a “construção de lares de idosos é sim uma necessidade”.

A rede de cuidados continuados, infelizmente e por incumprimento do Governo da República, “já deveria estar a funcionar mas espera-se que, com a transferência dos jogos sociais, esta situação seja resolvida o mais rapidamente possível”.

“É necessário articular com os agentes da comunidade (autarquias, centros de saúde, centros comunitários), independemente da cor política, com vista a, nalgumas situações reforçar, noutras, iniciar uma intervenção comunitária, articulada, que promova, efetivamente, o envelhecimento ativo pois estas pessoas, pese embora a sua idade, têm muito para ensinar, têm muito para contribuir para a nossa sociedade”.

Além disto, “o Governo deverá apostar nos centros de noite, principalmente em zonas rurais e isoladas, onde as pessoas durante o dia, estejam na sua casa mas, à noite, possam ir até um centro de noite, onde se sintam seguras e confortáveis”. Paulo Alves salienta a possilidade de reabilitação de escolas que estejam fechadas, ou em vias de, e que, possam ser transformadas nestes centros de noite”.

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