Constatação de uma realidade

12 Jan 2018 / 22:39 H.

    No Largo da Igrejinha, no gaveto da Rua dos Pretas com a Rua da Carreira, está um serviço de Saúde Pública, no rés do chão, que uma pessoa entra com saúde e sai doente.

    Não é possível se aceitar, sem indignação, como são expostas as dezenas de pessoas num espaço tão restrito, sem a ventilação indispensável para a renovação do ar, no seu interior, visto a percentagem de bióxido de carbono ser muito superior ao oxigénio, contribuindo, deste modo, para um mal estar nas pessoas que aí trabalham, como, também, os utentes que esperam pelo seu atendimento.

    Tirei uma senha com o número A 917, pelas 10, 30, no dia 10 do corrente mês, para ser reembolsado do vapor a que tinha direito, de uma consulta feita na dia 20 de dezembro, transato.

    Verifiquei, no visor, que o último número que foi chamado foi A 856. Feito os cálculos de aritmética, verifiquei que estavam à me frente 61 pessoas. Feito a minha matemática, deduzi que seria atendido dentro de 1 hora. Tratei de diversos assuntos na cidade e, quando eu voltei, o visor indicava o número A 887, faltando ainda 30 pessoas para serem atendidas. Continuei nas minhas tarefas, voltando após 45 minutos; para ser atendido 15 minutos depois, dando o total de 120 minutos que correspondem a duas horas de espera.

    Durante os 15 minutos de espera, vim à Rua para respirar um pouco, por 3 vezes.

    Se fizermos o cálculo dos tempos perdidos, mais o valor das despesas que as pessoas irão ter, para tratar da sua saúde, verifico que não temos governantes com sensibilidade para esta realidade.

    José Fagundes

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