25
Há números que são simbólicos. Em São Vicente, 25 é um deles.
Vinte e cinco anos é a média de idades do Executivo em exercício na Câmara Municipal de São Vicente nestas últimas semanas. Um número que traduz uma realidade concreta: temos um Executivo jovem, com energia, ambição e vontade de fazer a diferença.
Temos um vereador com apenas 22 anos, uma vereadora de 23 anos, chamada a assumir responsabilidades de grande exigência, e uma vice-presidente que acaba de completar 30 anos.
Quero deixar uma ideia muito clara: a idade, por si só, não governa. O que governa é a responsabilidade, a capacidade de decisão, o trabalho, o conhecimento da realidade e a coragem para assumir escolhas.
Durante demasiado tempo, falou-se da necessidade de aproximar os jovens da política, mas poucas vezes lhes foram verdadeiramente entregues responsabilidades. Sempre entendi que não basta falar: há que dar o exemplo. Não basta pedir aos jovens que participem. É preciso abrir-lhes a porta, confiar, exigir responsabilidade e permitir que mostrem aquilo de que são capazes.
Confiar nos jovens é também confiar no futuro. E tenho uma convicção profunda: se queremos que os jovens acreditem na política, temos primeiro de mostrar que a política acredita neles.
Não quero jovens apenas na primeira fila das campanhas, a colocar cartazes ou a aparecer quando é conveniente. Quero que tenham voz. Quero-os na linha da frente.
E esta não foi uma aposta circunstancial. Jovens integraram todas as nossas listas e estão representados em todos os órgãos autárquicos do concelho: no Executivo Municipal, na Assembleia Municipal e nas três Juntas de Freguesia.
Mas não escolho jovens para preencher lugares. Escolho pessoas pela sua capacidade, pela sua visão, pela sua dedicação e pela vontade de servir. A idade não substitui a competência, mas também não pode ser usada como argumento para impedir quem é competente de assumir responsabilidades.
Como Presidente da Câmara, cabe-me liderar este Executivo, acompanhar o trabalho no terreno e garantir que a juventude vem acompanhada de exigência. É isso que tenho procurado fazer desde 25 de outubro de 2025.
E gosto de pensar que, em São Vicente, 25 não é apenas um número. É um símbolo. É uma escolha. É um compromisso com o futuro.
Temos muito caminho pela frente. Há problemas antigos que não se resolvem de um dia para o outro, decisões difíceis a tomar e respostas que exigem planeamento, rigor e persistência.
Não prometemos milagres. Prometemos trabalho. Não procuramos polémicas. Procuramos soluções. Estamos aqui para servir.
São Vicente merece um Executivo à altura do seu futuro.
O futuro não se promete. Constrói-se.