Fábula para o eleitorado

No dia 22 de setembro, não se movam pela emoção, falsas promessas ou falsos “profetas ou messias”

08 Set 2019 / 02:00 H.

Há dias mandaram-me um pequeno vídeo, cuja história retrata muito os tempos atuais:
“Um político morreu e, quando chegou às portas o céu, o anjo que lá estava replicou: Boa tarde seja bem-vindo, sabe... não estamos habituados a receber políticos aqui. O político de imediato respondeu que tinha sido um homem do povo, que trabalhava para o povo, que era honesto e verdadeiro e que por isso merecia entrar no céu. O anjo então passou a explicar o “protocolo da casa”. O político deveria passar 24 horas no céu e 24 horas no inferno e depois decidia onde queria ficar. O político replicou de imediato que sabia perfeitamente qual o seu lugar e que este era o céu. O anjo respondeu que era “protocolo” e teria que passar por esta experiência. O anjo desceu no elevador com o político e, quando as portas se abriram, tudo no inferno parecia perfeito. Sítio paradisíaco. O diabo não se parecia nada com a imagem que tinha. Apresentou-se bem vestido e bem-disposto, acompanhado por uma linda mulher que serviria para acompanhar o político na sua “estadia” e a servir as bebidas de boas vindas. No local estavam todos os seus amigos a confraternizar em alegria. O político ali ficou em festa e as 24 horas se passaram num ápice. O anjo retornou e levou o político para o céu, cansado de tanto reboliço das 24 horas passadas no inferno. O céu era um lugar bem tranquilo, com os anjos a flutuar, música “zen”, muito diferente da “festa” e promessas de tudo o que era “bom” do inferno. Passadas as 24 horas, o anjo questionou o político onde este queria ficar. O político lá respondeu: nunca pensei dizer uma coisa destas, o céu é bom, muito bom, mas sabe... o meu lugar é mesmo no inferno, os meus amigos estão todos lá, eu identifico-me mesmo é com o inferno. O anjo respondeu que a escolha era dele e que teria de ter consciência que se descesse não podia subir mais. Mas mesmo assim o político desceu para o inferno. Quando as portas se abriram, deparou-se com um cenário bem diferente: demónios a torturar pessoas, o diabo com chifres e assustador, mulheres todas feias e todos em grande sofrimento. O político, assombrado com aquela visão, chama o diabo e pergunta: Ei Satanás, que brincadeira é esta? Estive aqui ontem e isto era tudo bom, festa, mulheres, bebida, sítio paradisíaco, e hoje isto está assim??? O que aconteceu? Responde Satanás: Tudo isto é muito fácil de explicar: sabe, ontem estávamos em campanha, hoje já conseguimos o seu voto.”

A forma como se conduzem campanhas eleitorais parece ter uma forma universal. Tudo se promete para “encher o olho” do eleitor. Na Madeira, a campanha eleitoral em certos aspetos até regrediu, com candidatos a humilharem e a denegrirem a imagem de todos os que se lembram, sem qualquer tipo de prurido, o que põe em causa um suposto avanço civilizacional da nossa democracia. Os mais atentos e minimamente esclarecidos sabem que muitas das propostas que por aí andam são incomportáveis para qualquer governo. Na Madeira, o PSD nos últimos anos teve alguns problemas de comunicação e houve algumas matérias que não conseguiu ainda resolver, temos de assumir, mas, se analisarmos bem ao que se propôs há 4 anos, genericamente as metas e medidas concretizaram-se. Outros partidos, embora sem experiência governativa na RAM, apoiam-se na bengala dos seus partidos nacionais, sendo um deles Governo da República, cuja governação tem sido desastrosa e prejudicial, inclusivamente para a nossa Madeira.

No dia 22 de setembro, não se movam pela emoção, falsas promessas ou falsos “profetas ou messias”. Reflitam sobre a nossa qualidade de vida, comparem com a desastrosa governação que tem sido sempre feita pelo partido socialista sempre que está no poder, comparem o nosso desenvolvimento com tantas e tantas outras zonas do país e até por esse mundo fora. As estatísticas e indicadores podem apontar desenvolvimento em regiões análogas à nossa, mas a verdade é que ninguém trocaria, por exemplo, a Madeira pelos Açores.

Votem de forma consciente. Seja em quem for. Mas ponderando todos os prós e contras.

Sara André

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